Subiu de 411 para 440 o número de candidatos à Câmara Municipal. A brecha pela qual foi possível que 29 concorrentes entrassem no páreo depois do dia 5 de julho, quando terminou o prazo para que os partidos e coligações registrassem suas chapas na Justiça Eleitoral, está prevista na própria legislação que rege o pleito. Segundo a norma, no caso de as convenções para a escolha de candidatos não indicarem o número máximo de candidatos previsto, "os órgãos de direção dos partidos respectivos poderão preencher as vagas remanescentes até sessenta dias antes do pleito". A situação é semelhante àquela que permitiu o ex-presidente da Câmara, Vicente de Paula Oliveira (Vicentão, PTB) – que ainda pode ser impugnado até a próxima quinta-feira – entrar na briga no apagar das luzes da última sexta, já que, além de três vagas remanescentes, a legenda ainda teve renúncias de dois filiados que desistiram da disputa.
Com a possibilidade levantada pela legislação, outros 123 nomes ainda podem entrar na corrida por uma das 19 cadeiras no Palácio Barbosa Lima, uma vez que, das 11 coligações inscritas, apenas cinco – PSB/PCdoB, PTB/PHS, PMN/PTN, PP/PTC e PPS/PR completaram as 38 vagas da chapa. Além delas, entre as cinco legendas que se lançaram sozinhas na empreitada, somente duas – o PT e o PSL do ex-prefeito Alberto Bejani, notificado ontem quanto à sua impugnação – atingiram a cota máxima de 29 candidatos. Pelas lacunas nas chapas e a diferença no total de concorrentes permitidos (o dobro do número de vagas na Câmara no caso das coligações e uma vez e meia no caso dos partidos isolados), pode-se perceber as dificuldades que algumas siglas enfrentaram nas convenções. Um dos obstáculos é o preenchimento do mínimo de 30% das candidaturas por mulheres.
Além da coligação formada por PSTU e PSOL, que lançou apenas seis candidatos (32 a menos que o permitido) e do PCB e do PRP, com dois concorrentes cada (27 a menos que o autorizado pela lei), a chapa com maior déficit de nomes é a formada por PSDB e DEM, a qual, sem as outras siglas com quem pretendia formar o aguardado "chapão", ficou com apenas 23 nomes na disputa. Por outro lado, coligar-se com outro partido fez com que algumas legendas pudessem indicar bem mais candidatos do que poderiam lançando-se no pleito sozinhas. A coligação PDT/PPL, por exemplo, apresentou 36 candidatos, dos quais 34 são pedetistas (cinco a mais do que a sigla indicaria isoladamente). Caso semelhante ocorreu com PP/PTC, na qual 32 candidatos são filiados à segunda legenda.
