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Adesão às novas regras é baixa

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A A baixa adesão às novas normas e circulação para motofretistas, previstas pela Resolução 356 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), é motivo de preocupação em Juiz de Fora. Apesar de as regras começarem a valer já em agosto, somente em torno de 400 dos quase seis mil profissionais da categoria na cidade realizaram o treinamento obrigatório, conforme a assessoria do Sest/Senat, responsável pelo curso. Desse total, aproximadamente 50 teriam regularizado seus veículos, como informa o Setor de Trânsito e Habilitação da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil. Autoridades temem sobrecarga nos serviços de atendimento por causa dos motoentregadores que deixaram as providências para a última hora.

A delegada responsável pelo setor, Cristiane Maciel, acredita que a categoria está contando com outra prorrogação, tendo em vista que o prazo para a cobrança das novas exigências, que venceria em agosto de 2011, já foi estendido por um ano. De acordo com ela, algumas turmas do curso de formação tiveram que ser fechadas, por falta de alunos. "Não há qualquer contratempo que justifique isso. O único ponto a ser resolvido é a transferência na denominação da moto para veículo de aluguel em nosso sistema. Mas isso não impede que as pessoas dêem entrada no processo de regularização." A delegada também prevê que, diante desse quadro, a sobrecarga será inevitável. "Não vou dar conta de atender a todos de uma vez só."

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Blitze

O chefe do Departamento de Fiscalização da Settra, Jorge Lima, lembra que, como a capacidade de formação da cidade é de até 500 profissionais por mês, já é impossível que todos passem pelo processo. Ele alerta que, a partir do dia 2 de agosto, caso não haja nova prorrogação no prazo, blitze repressivas começarão a ganhar as ruas da cidade. Com isso, motofretistas que não estiverem devidamente licenciados ficarão sujeitos a multa de R$ 191, 54 e perda de sete pontos na carteira de habilitação, além de apreensão do veículo. Lima também lembra o risco de deixar a compra dos equipamentos obrigatórios, como aparador de linha e protetor para as pernas, para a última hora. "O comércio pode não conseguir se reabastecer."

Para o presidente da Associação de Motoentregadores de Juiz de Fora, Antônio Carlos Lourenço, não há desculpa para que se deixe de cumprir os procedimentos. Na opinião dele, a grande maioria sabe exatamente o que deve ser feito, e os horários das atividades são flexíveis. Ele observa que, alguns motoristas têm enfrentado dificuldades com procedimentos como transferência de cidade e questões ligadas a pendências por processos de trânsito. "Mesmo assim, trata-se de uma minoria."

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Providências

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O motoboy Rafael Santos Rosa da Silva, 27 anos, reitera que muitos profissionais estão deixando as providências para a última hora por acreditarem que ainda haverá novas alterações na lei. Já o colega de profissão Wagner Gomes, 32, conta que participou do treinamento e deu entrada nos demais procedimentos. "Não quero ter problemas para continuar a trabalhar."

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