A realização da chamada pública para a contratação da “fábrica” de mosquitos geneticamente modificados em Juiz de Fora pode ser feita no final de março ou no início de abril. Com a instalação da fábrica, que reproduz insetos sem capacidade de transmitir os vírus das doenças, a expectativa é reduzir em 99% o número de casos de dengue na cidade.
Os mosquitos são gerados em laboratório, em uma espécie de “fábrica”. Os ovos do Aedes aegypti recebem uma microinjeção de DNA com modificações nos genes, que não permitem que os descendentes dos mosquitos gerados cheguem à idade adulta, além de permitirem que os sexos dos insetos sejam identificados quando expostos a uma luz. Assim, apenas os machos são liberados no meio ambiente. Eles procriam com as fêmeas selvagens, transmissoras das doenças, e elas geram descendentes que morrem antes de chegar à idade adulta, reduzindo a população dos insetos. O projeto já foi testado em Piracicaba (SP), em Juazeiro e Jacobina, ambas na Bahia.
