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Morte é atrelada à dívida de prefeitura

apesar de preso militar reformado de costas nega ser mandante de crime fernando priamo16 02 16

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Apesar de preso, militar reformado (de costas) nega ser mandante de crime (Fernando Priamo/16-02-16)
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Apesar de preso, militar reformado (de costas) nega ser mandante de crime (Fernando Priamo/16-02-16)

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A Polícia Civil prendeu ontem o suspeito de ter mandado executar o prefeito de Chiador, Moíses da Silva Gumiere, 36 anos, morto a tiros no último dia 9, quando estava em um clube do município, localizado a 80 quilômetros de Juiz de Fora. O homem detido, um sargento reformado do Exército, foi capturado em uma loja de sua família em Chiador. A motivação para o assassinato, segundo as apurações contidas até agora no inquérito policial, foi vingança por conta de uma dívida da Prefeitura com o suspeito, que teria comprado dele notebooks no valor de R$17 mil. Conforme o delegado chefe do 4ª Departamento de Polícia Civil, Saed Divan, o suspeito pagou a um homem, que ainda é procurado, R$ 12 mil para executar o serviço. “A pessoa que foi paga para executar o crime contratou outros dois homens, já presos, para fazer o serviço, e pagou a eles R$ 4 mil”, comentou. Também foi preso ontem o dono da motocicleta utilizada pelos dois jovens para fugir após a execução do político. Nos próximos dias, a Polícia Civil fará a reconstituição do caso.

Conforme o delegado de Mar de Espanha, Felipe Fonseca Peres, a compra dos notebooks teria ocorrido há cerca de dois anos. A forma como ocorreu a negociata ainda é alvo de investigação. Além disso, o suspeito de ser o mandante do crime já teria tido outras desavenças com Moíses e devia a ele R$ 4 mil. “As investigações apontaram para o militar reformado depois de tomarmos conhecimento destas desavenças. Assim conseguimos comprovar contatos entre ele e os executores. Foi uma ligação clara entre eles que levou o juiz de Mar de Espanha a nos dar o mandado de prisão contra ele”, esclareceu Felipe.

O delegado Saed Divan, comentou que está em aberto um pedido de prisão contra o homem que teria recebido os R$ 12 mil para cometer o crime. “As investigações não se encerram com a prisão do mandante. Ainda temos outros pontos a serem esclarecidos”, disse.

A partir de hoje começam a ser ouvidos familiares e outras pessoas ligadas ao prefeito, segundo o delegado Felipe Fonseca. “Neste primeiro momento da investigação, estávamos empenhados para chegar ao mandante. Partimos agora para outra fase.” Por ser militar reformado, o homem seria ouvido e levado para uma unidade do Exército não informada pela Polícia Civil, onde ficará detido.

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Além de prefeito, Moisés era empresário, casado e natural de Três Rios (RJ). Ele foi eleito pelo PT em 2012 com 52,41% dos votos válidos (1.456). Após sua morte, assumiu o cargo o então vice-prefeito, Maurício Barbosa Monteiro (PR). Ele ficará à frente da Prefeitura até o final deste ano.

 

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Motocicleta

No mesmo dia em que foram presos os jovens, de 18 e 19 anos, que teriam matado o prefeito, foi detido também o dono da moto utilizada no crime. Porém, como ainda não havia elementos suficientes que o ligassem ao crime, ele foi ouvido e liberado. Na tarde de ontem, porém, ele foi preso novamente em Três Rios, mediante mandado de prisão. “Com o aprofundamento das investigações, conseguimos encontrar provas de que o proprietário da moto sabia para qual fim serviria o veículo. Além disso, ficou combinado entre eles e os executores que, se a moto fosse pega, ele receberia mais”, disse o delegado Felipe Fonseca. Segundo o policial, ainda não se sabe quanto o dono da moto, uma Yamaha Factor, recebeu pelo seu empréstimo.

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