A MRS Logística divulgou o balanço dos atropelamentos e colisões que ocorreram em 2018 na malha ferroviária sob sua responsabilidade, nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo a empresa, foram 101 atropelamentos ou abalroamentos em todo o trecho, mesmo número de 2017. Em Juiz de Fora, que historicamente concentra o maior número de acidentes, houve redução de 13% nos casos. Mesmo com a queda, a cidade ainda é a primeira no ranking, com 13 episódios. Para a MRS, a imprudência continua sendo a principal causa para as ocorrências.
Conforme a empresa, foram 15 registros em 2017 e 11 em 2016 na cidade. Entre os casos do ano passado, a Tribuna contabilizou, pelo menos, seis óbitos em consequência dos atropelamentos. Entre eles está o jovem João Paulo Almeida de Assis, 26 anos, atingido por uma composição férrea na manhã do dia 26 de junho, na passagem de nível da Rua Pinto de Moura, próximo ao cruzamento com a Rua da Bahia, no Bairro Poço Rico, Zona Sudeste de Juiz de Fora. Ele chegou a ficar internado por alguns dias, e uma corrente por doação de sangue para ele mobilizou as redes sociais.
Na sequência, conforme o balanço, as cidades com mais ocorrências foram Barra do Piraí (RJ), Nova Iguaçu (RJ) e Congonhas (MG), todas com cinco acidentes registrados. A MRS destacou que “a tese de que não há uma concentração geográfica das ocorrências, tendo em vista que os atropelamentos ou abalroamentos são provocados pelo comportamento imprudente nas proximidades da ferrovia, foi evidenciada”. Diversos municípios sem histórico de acidentes ferroviários em 2017 retornaram ao mapa, como Ewbank da Câmara, que fechou o ano com três casos, Congonhas e Pindamonhangaba (SP).
Atropelamentos envolvendo pessoas alcoolizadas e abalroamentos por desatenção do motorista foram casos recorrentes, de acordo com a MRS.
Ações buscam conscientizar pedestres e motoristas
Para a empresa, apesar de o número total não ter crescido, trata-se de “um alerta para pedestres e motoristas que atravessam a ferrovia, já que a imprudência continua sendo a principal causa e o maior obstáculo para a formação de uma cultura de segurança perante a linha férrea. A MRS afirmou ter lançado mão de vários esforços para se chegar ao resultado. Entres as ações, estão as campanhas e blitze educativas na malha ferroviária e investimento de mais de R$ 7 milhões em passagens de nível.
O alerta é que dicas simples, como seguir a orientação das placas afixadas nas passagens em nível, parar antes de cruzar a ferrovia, olhar para os dois lados e escutar poderiam diminuir consideravelmente essa incidência de abalroamentos. “Apesar de todos os esforços de conscientização junto às pessoas que convivem com a ferrovia, os acidentes continuam sendo causados pelo comportamento inadequado de uma minoria de pessoas que ainda insistem em se arriscar nas proximidades da linha férrea. Estamos falando de imprudência, desatenção e falta de avaliação dos riscos na hora de atravessar a ferrovia”, afirma Washington Noé, Gerente Geral de Segurança e Meio Ambiente da MRS.

