Prestar abrigo e solidariedade a crianças e adolescentes em situação de risco ou vulnerabilidade social é o que pretende as famílias que integram o programa Família Acolhedora da Prefeitura. A projeto é desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS) e possui, atualmente, seis famílias capacitadas. Desde o início de 2015, uma campanha vem sendo realizada a fim de captar novos interessados, já que a meta mínima do projeto é de 15 famílias. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Social, Flávio Checker, o acolhimento institucional é a última forma que se trabalha na inserção social de crianças e adolescentes, mas o ideal é que sejam acolhidos por uma família. “Para que o abrigado possa ter assegurada uma vivência saudável, é preciso que estejam dentro do seio familiar”, ressaltou Checker, destacando que Juiz de Fora é uma das poucas cidades do país que faz execução plena deste serviço, que é tipificado na Política Nacional de Assistência Social.
Em geral, é realizado um acolhimento por família, mas há exceção quando o caso envolve irmãos. O acolhedor recebe um benefício de R$ 250 por cada abrigado e conta com o apoio de técnicos do programa enquanto realiza o acolhimento. Antes de integrar o serviço, o interessado passa por avaliação e capacitação. Nesta fase, informa sobre o perfil da criança ou adolescente que deseja receber, como faixa etária por exemplo. “Atende prioritariamente bebês, pois precisam de cuidados especializados, e aquelas crianças e adolescentes que têm uma perspectiva de voltar para a família de origem em curto espaço de tempo, pois a ideia é que o acolhimento seja uma medida excepcional e provisória”, afirma a supervisora de Políticas de Acolhimento Institucional da SDS, Nathália Meneghine.
A professora Aline Elisa Castro e Souza, 37, integra o serviço. Moradora do Bairro Teixeiras, junto com o marido e quatro filhos abriga uma adolescente de 16 anos há oito meses. “É muito gratificante, porque sabemos que estamos contribuindo para que essas crianças e adolescentes tenham apoio em um momento difícil”, diz a professora que está no terceiro acolhimento. Para ser uma Família Acolhedora, o interessado precisa ter entre 21 e 65 anos, morar em Juiz de Fora há pelo menos dois anos, não ter antecedentes criminais, ter boa saúde física e mental e não estar inscrito no cadastro de adoção.
O pré-cadastro on-line pode ser feito no site familiaacolhedora.pjf.mg.gov.br ou pelo telefone 3690-7963. Haverá agendamento de entrevista.
