A UFJF irá reformular sua política de acesso por meio das políticas afirmativas. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (16), após a presidente Dilma Rousseff ter sancionado, na segunda-feira (15), decreto que regulamenta a reserva de 50% das vagas de universidades federais para candidatos que cursaram o ensino médio em escola pública. Pelo texto, os 50% restantes ficam abertos à ampla concorrência. As federais têm até 2016 para implantar progressivamente a medida, mesmo que já sejam adeptas do sistema de cotas, como é caso da UFJF. Segundo o decreto, o percentual de reserva deve ser de pelo menos 12,5% das cadeiras já em 2013.
Do total destinado a alunos de colégios públicos (50%), metade (25%) será para discentes com renda familiar mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa (R$ 933). A distribuição de vagas para esse grupo seguirá a proporção de autodeclarados negros, pardos e índios detectada pelo IBGE, em cada estado, no último censo, e o restante das cadeiras será destinado a alunos advindos de instituições públicas, independente de raça ou renda.
As cotas foram adotadas na UFJF em 2006 e, até o momento, para ingressar na instituição por este sistema era preciso ter cursado pelo menos quatro anos do ensino fundamental e todo o ensino médio em escola pública. O critério da nova lei exige apenas que o candidato tenha cursado os três anos do ensino médio na escola pública. Outra mudança é inclusão da cota para índio e análise da renda familiar per capita. Em relação ao percentual, 50% dos assentos já eram reservados para oriundos do ensino público, mas, segundo o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone, o número poderá ser mudado no próximo processo de seleção. "Frente a tantas mudanças em relação ao sistema adotado pela UFJF, talvez seja interessante pensar em uma alteração no percentual." A medida ainda está sendo estudada para que todas as mudanças sejam divulgadas no edital de seleção, que está sendo elaborado e deverá ser publicado em breve.
