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Marido atira em mulher e se mata na frente do filho

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Homem foi enterrado durante a tarde no Cemitério Municipal
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Homem foi enterrado durante a tarde no Cemitério Municipal

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Um homem de 30 anos matou a companheira, 19, e atirou contra a própria cabeça, no início da noite de domingo, no Bairro Milho Branco, Zona Norte. O homicídio seguido de suicídio foi presenciado pelo filho do casal, de 2 anos. Jocemar Miranda Vieira disparou contra a cabeça de Glaucielly Bras da Silva com um revólver calibre 38, depois de se trancar em um dos quartos da casa da família da mulher. Parentes que estavam na residência escutaram os tiros e precisaram arrombar a porta, mas não conseguiram evitar a tragédia. Jocemar ainda estava vivo e chegou a ser socorrido. No entanto, ele não resistiu e morreu ao dar entrada no Hospital de Pronto Socorro (HPS). O óbito da jovem foi constatado por uma equipe do Samu ainda no local. O crime chocou familiares dos dois envolvidos, que aguardaram juntos pela liberação dos corpos, na manhã de ontem, no Instituto Médico Legal (IML).

"Ele era uma pessoa calma, e eu confiava nele, porque gostava demais dela. Não consigo acreditar, estou abismado", desabafou o pai de Glaucielly, José Adelino Bras da Silva, 51. Segundo ele, o casal estava junto há cerca de cinco anos. "Eles se desentenderam recentemente, e acho que ele ficou magoado porque ela não queria voltar para ele." Ainda conforme o pai, apesar do desentendimento, Jocemar continuava frequentando a casa, na qual também costumava dormir. Ele e a mulher foram encontrados caídos no chão, perto da criança, que não sofreu ferimentos. "Depois de atirar, ele ainda teve força para jogar o cobertor em cima da arma. Penso que eu podia ter evitado se estivesse lá", avaliou José Adelino.

O cunhado de Glaucielly, José Nogueira de Faria, 39, estava em casa quando aconteceu a tragédia. "Eu estava em outro quarto assistindo DVD e só escutei a mãe dela gritando ‘matou a minha filha’." O irmão de Jocemar, Jorge Luiz Vieira, 33, também ficou perplexo com o ocorrido. "Ele era uma pessoa quieta, mais calada, mas ninguém esperava que ele fosse fazer isso. Os dois continuavam morando juntos, só que não estavam combinando muito recentemente."

Quando a Polícia Militar chegou à residência, na Rua Três, encontrou os dois feridos no chão e rodeados pelos familiares. O local foi evacuado e isolado para a realização do trabalho da perícia. O revólver calibre 38, que teria sido utilizado na ação criminosa, foi apreendido e estava com duas munições deflagradas e três intactas. "Ele não tinha arma, não sei onde pode ter conseguido", disse o pai de Glaucielly. Segundo os parentes, o casal trabalhava no setor de operação de máquinas de uma empresa de plásticos. Eles deixaram o filho de 2 anos e foram sepultados em cerimônias separadas, na tarde de ontem, no Cemitério Municipal.

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