
Tribuna flagrou ainda objetos jogados no Paraibuna, que contribuem para a degradação do rio
Uma mancha de óleo ao longo do Paraibuna chamou a atenção de quem passava pela margem do rio entre a manhã e a tarde desta segunda-feira (16). A Tribuna acompanhou o rastro da substância em cerca de sete quilômetros entre os bairros Poço Rico, na região Sudeste, e o Industrial, na Zona Norte. A reportagem acionou a Agência Ambiental de Juiz de Fora (Agenda JF), mas, à tarde, quando os técnicos da pasta realizaram uma vistoria, não encontraram o poluente nem identificaram a fonte poluidora.
Além da mancha colorida, o cenário registrado foi de muito lixo, animais mortos, móveis velhos, pneus e até televisores jogados no leito. A poluição do rio provocada pelos próprios moradores da cidade e por empresas ribeirinhas é preocupante, principalmente no momento em que a Prefeitura anuncia o início das obras que pretendem tratar até 95% do esgoto nos próximos anos.
"Nosso grande desafio é atender à reclamação na hora em que ela foi feita e chegar a tempo de localizar a fonte que lançou o poluente", explica o chefe do departamento de Fiscalização Ambiental da Agência JF, Luiz Antônio da Costa Venâncio. No caso desta segunda, uma equipe técnica percorreu de carro as margens do Paraibuna, mas a mancha já havia se dispersado. De acordo com as informações recebidas por Venâncio, o chefe da fiscalização sugere que a substância possa ser um resíduo industrial. "As manchas costumam aparecer mais nesse período do ano, porque a quantidade de água que vai para o leito do rio diminui muito. Na cheia, o próprio volume de água dilui o poluente."
A última denúncia recebida pela Agenda JF foi há um ano, quando vários peixes foram encontrados mortos no leito do rio. Na época, não foi possível identificar os motivos, mas a análise da água descartou a presença de substâncias químicas em quantidade suficiente para provocar a mortandade. Nesta segunda-feira, como não havia mais a mancha no momento da fiscalização, não foi possível identificar e responsabilizar a fonte emissora do óleo. Denúncias sobre poluição no rio podem ser feitas pelos telefones 3690-7771 e 3690-7142.

