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Diagnóstico vai mostrar perfil do idoso em JF

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Duque se reuniu com integrantes da comissão
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Duque se reuniu com integrantes da comissão

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O perfil das pessoas com mais de 60 anos de idade, que vivem em Juiz de Fora, será traçado por meio de um diagnóstico a ser desenvolvido pela UFJF. A expectativa é que a coleta de informações comece no dia 1º de outubro, quando também é comemorado o Dia Internacional do Idoso. A iniciativa para realizar o estudo partiu da Comissão Especial do Idoso, formada na Câmara Municipal, que tenta identificar os principais problemas e necessidades da terceira idade. Ontem, em reunião com o reitor Henrique Duque, foi divulgado que o Centro de Pesquisa Social (CPS) da instituição federal será o responsável pelos trabalhos.

Segundo o diretor do CPS, Paulo César Fraga, ainda não houve definição de qual metodologia vai ser empregada porque ainda é preciso discutir, com as entidades que lidam com este público, o que esperam do estudo. "Posso adiantar que utilizaremos muitas informações já existentes, como o Censo 2010 do IBGE. Outras ideia é que as equipes de coleta visitem todos os domicílios da cidade para identificar estas pessoas."

Para o presidente da comissão, vereador Isauro Calais (PMN), o resultado do estudo auxiliará o Legislativo na criação de leis e diretrizes para a terceira idade. "Em uma de nossas reuniões, identificamos esta carência. Isso porque o censo não abrange todas as informações necessárias. A estimativa é que, em 2040, por exemplo, os idosos correspondam a 35% da população juiz-forana. Se não agirmos agora, teremos um caos no futuro."

A proposta da comissão, entregue ontem na universidade, sugere que estejam, no questionário, informações como o total de idosos da cidade, percentual em cada faixa etária, número de homens e mulheres, quantidade de idosos atuantes no mercado de trabalho, nível de escolaridade, quantos foram vítimas de violência, seja física ou financeira, dependentes de cuidados especiais, quantos moram nas ruas e demanda reprimida de vagas em abrigos de longa permanência.

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Apenas quando a metodologia for definida será possível confirmar em quanto tempo o estudo ficará pronto. Já a Comissão Especial do Idoso, que terminaria os trabalhos em outubro, pretende continuar as atividades em caráter permanente. A ideia é que o grupo se reúna a cada dois meses para analisar a situação das pessoas com mais de 60 anos após a apresentação de propostas ao Executivo.

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