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Usuários reclamam de farmácias fechadas

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Moradores de Teixeiras e Cruzeiro do Sul, na Zona Sul, e São Judas Tadeu, na Zona Norte, reclamam das farmácias fechadas nas unidades de atenção primária à saúde (Uaps) desses bairros. Nessas regiões, foi implantado o sistema de farmácia regional. Assim, os moradores precisam buscar os medicamentos em unidades de bairros vizinhos. Quem mora no Teixeiras precisa se dirigir até o Ipiranga. Quem mora no Cruzeiro do Sul busca seus remédios em Santa Luzia e quem mora em São Judas Tadeu retira seus medicamentos no Santa Cruz. “A gente está há cinco meses sem conseguir retirar medicamentos na farmácia. Eles falam que enquanto não tiver farmacêutico, não vão entregar remédio. Temos que ir buscar no Santa Cruz, mas lá fica longe para todo mundo”, afirma o tecelão Luiz Antônio do Carmo, 55 anos, morador do Bairro São Judas Tadeu.

O subsecretário de Atenção Primária à Saúde, Thiago Horta, explica que, nesses três bairros, por haver alta concentração demográfica, optou-se pela abertura de farmácias regionais que funcionassem em tempo integral. Contudo, eles estão revendo essa logística. “No Teixeiras, por exemplo, a população tem reclamado que o Ipiranga é muito longe. Por isso, estamos pensando na alocação de profissionais por meio período nessas três unidades que não possuem farmacêuticos. Vamos estudando as possibilidades conforme vamos tendo retorno da população. Acabamos de alocar um profissional na Barreira do Triunfo, que buscava os medicamentos em Benfica. Pretendemos fazer as alocações à medida que tivermos profissionais.”

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Nas demais unidades, um farmacêutico atende meio período. O subsecretário destaca que a decisão foi tomada junto com o Conselho Municipal de Saúde para cumprir ordem judicial. “Foram contratados 24 farmacêuticos para alocarmos um profissional a cada duas Uaps. No horário que não tem farmacêutico, o próprio médico está autorizado a ministrar o remédio e entregá-lo ao paciente para que ele não necessite retornar à unidade para buscar o produto.” Já para a retomada do funcionamento integral das farmácias, o subsecretário afirma não haver previsão. “O cenário atual, no qual não há dinheiro novo, não nos permite pensar em novas contratações.”

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