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Assaltantes agem contra carteiros em JF e região

walace fonseca mostra radiografias da face fraturada durante assalto no bairu marcelo ribeiro19 02 16

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Walace Fonseca mostra radiografias da face fraturada durante assalto no Bairu (Marcelo Ribeiro/19-02-16)
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Walace Fonseca mostra radiografias da face fraturada durante assalto no Bairu (Marcelo Ribeiro/19-02-16)

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Cerca de 50 notificações de assaltos contra carteiros, agências dos Correios e veículos de transporte de encomendas foram recebidas somente este ano pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicação Postal, Telegráfica e Similares de Juiz de Fora e Região (Sintect/JFA). São casos de roubos à mão armada e agressões contra os profissionais, que estão acuados e já vislumbram a possibilidade de evitar determinadas rotas, com o objetivo de preservar a vida. Recentemente, um carteiro que fazia entregas de encomendas no Bairu, Zona Leste, foi cercado por dois criminosos armados, ocupantes de uma motocicleta. O crime aconteceu na Rua Francisco Faria, por volta das 15h, sendo presenciado por moradores. Sem retirar os capacetes, os assaltantes agrediram o carteiro, que sofreu fratura no rosto, e fugiram levando diversos produtos do veículo utilizado para fazer as entregas.

O diretor de formação sindical do Sintect, que representa 123 municípios da região, Reginaldo de Freitas Souza, alertou que a insegurança vai além de Juiz de Fora. “Os assaltos são frequentes em diversas agências da região e são em números alarmantes. Na cidade de Rodeiro, por exemplo, a agência sofreu oito roubos. Em Astolfo Dutra, foram cinco, assim como em São Francisco do Glória. Em Laranjal, foram três. A posição do sindicato é a de buscar segurança, que está sendo negada pela empresa. Hoje operamos como banco postal, e ficou muito fácil assaltar os Correios, que não contam com vigilância armada. Este tipo de ação na região está começando também a ficar constante em Juiz de Fora.” Em Ubá, também houve registro de assalto contra os veículos entregadores.

“Até os carteiros que andam a pé têm sido vítimas de assaltos, tentativa de roubos e agressão”, alerta o sindicalista, que também é vice-presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em empresas dos Correios e Telégrafos e Similares/CUT Zona da Mata. Segundo Reginaldo, isso ocorre porque eles carregam correspondências como cartões de crédito, cheques e celulares. “Muitos destes casos não estão sendo registrados na polícia, porque o trabalhador, em razão da burocracia, deixa o registro de lado”, ressalta o sindicalista, acrescentando que a entidade tem debatido o assunto em entrevistas nas emissoras de rádio das cidades da região, chamando a atenção das autoridades. “Nossa intenção agora é conseguir uma audiência pública na Câmara de Juiz de Fora, solicitando o apoio do Poder Público e da população, que também é prejudicada, pois não tem a garantia de que sua encomenda irá chegar ao destinatário.”

Trabalhador sofre fratura no rosto após ataque

Há 18 anos nos Correios, o carteiro Walace Carvalho Fonseca, 44, acostumado com os trajetos da cidade, foi interceptado por dois assaltantes, no dia 12 de fevereiro deste ano, no Bairu, em plena tarde, numa ação ousada. Os homens tinham o rosto coberto por capacetes, e um deles levava uma pistola na cintura. “Voltava de uma entrega na rua, quando uma moto passou por mim e fez a volta. O homem que estava na garupa desceu e veio falando na minha direção. Eu não entendi e perguntei o que era. Ele mandou abrir a porta do carro de entrega e me obrigou a entrar no veículo e entregar a chave. Pedi para ter calma, mas ele disse que não e que estava armado. Em seguida, sacou a arma da cintura e me agrediu com a pistola no rosto”, contou Walace, que teve a maçã do rosto fraturada

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O criminoso dirigiu-se até o baú do veículo, retirou as encomendas e embarcou na motocicleta, na qual o comparsa esperava. A dupla fugiu em direção à Rua Américo Lobo. Walace não soube identificar o que foi roubado, porque eram encomendas lacradas. “Neste dia, levava cargas grandes. Eles levaram uma caixa cheia de mercadorias e outra que parecia ser de um circulador de ar e ainda a chave do carro. Como fui agredido, não consegui nem ver a placa da moto. Foi o terceiro caso de assalto aos Correios dentro da cidade. Isso gera muita insegurança, não apenas para nós, mas para todas as pessoas que fazem o trabalho de entregador. Como consequência, acho que algumas rotas podem deixar de ser atendidas pelos serviços de entrega”, ressalta o carteiro.

Em 16 de janeiro, a Tribuna publicou outro caso ocorrido no Bairro Nossa Senhora Aparecida, quando uma carga de equipamentos eletrônicos foi roubada de um veículo dos Correios. Conforme boletim de ocorrência, o motorista do veículo, 41, relatou que fazia a entrega de encomendas na Rua Nossa Senhora Aparecida por volta das 13h40, quando quatro suspeitos armados o assaltaram. Um dos criminosos apontou a arma para o rosto da vítima, obrigando-a a se posicionar em frente ao veículo, um Fiat Ducato, enquanto os outros três bandidos entravam para roubar a carga. Foram levados nove pacotes diversos de encomendas e a chave do veículo.

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Sindicato quer contratação de vigilância armada

Para resguardar a segurança dos trabalhadores, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicação Postal, Telegráfica e Similares de Juiz de Fora e Região (Sintect/JFA) cobra a contratação de vigilância armada para as agências e para acompanhamento nos transportes em casos de carga de valor. “Em alguns estabelecimentos do interior, conseguimos guardas armados. Mas há uma estipulação da própria empresa que, se não tiver vítima fatal, não há necessidade de colocar vigilância armada, o que somos contrários. Depois de três ou quatro assaltos, com muita luta, conseguimos a instalação de uma guarda armada nas cidades de Laranjal e de Tocantins, que já tiveram mais de cinco assaltos. Também queremos marcar uma audiência pública e pedir o apoio da população para chamar a atenção das autoridades para que haja guarda armada para o transporte de encomendas em áreas de risco, como já teve no Rio e em São Paulo”, afirma o diretor, Reginaldo de Freitas Souza.

 

Política de segurança

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Os Correios informaram que atuam junto com as polícias Federal e Militar, fornecendo informações que ajudem a coibir crimes. Embora não estejam subordinados aos ditames da Lei 7.102/83, que dispõe sobre segurança para estabelecimentos financeiros, os Correios possuem uma política de segurança que compreende várias ações para reduzir riscos para empregados, clientes e fornecedores. Tal política é detalhada em norma interna, na qual é prevista a alocação, em todas as agências de Correios, dos seguintes recursos de segurança: cofre com fechadura eletrônica de retardo, sistema de imagem e de alarme monitorado. Também há previsão de serem empregados recursos adicionais, como o serviço de vigilância e a porta detectora de metal.

Para a definição de alocação desses recursos adicionais, é definido o grau de risco nas unidades de Correios, que apontam para os investimentos necessários em cada agência, a partir de fatores, como o histórico de delitos, a movimentação financeira das mesmas, o risco da região e do estado em que está inserida a agência, entre outros. Além disso, segundo a empresa, os empregados são orientados permanentemente por meio de canais internos e treinamentos especializados. No caso dos delitos contra carteiros, a informação dos Correios é de que são feitos monitoramentos constantes nas localidades onde há ocorrências, existindo orientações de comportamentos mais adequados, cursos, serviços de apoio ao carteiro e de ações junto aos órgãos de segurança pública.

No Estado de Minas Gerais, a informação é de que está sendo finalizada, para este primeiro trimestre, a contratação de uma Central de Monitoramento que iniciará suas atividades observando 231 veículos de unidades onde a prática desses delitos já sinaliza para tal necessidade.

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Sobre o total de 50 notificações de casos neste início de ano na região, segundo o Sintect, os Correios afirmaram que o número não corresponde ao medido pela empresa, que inclusive prevê o registro em boletim de ocorrência, nestes casos, nos órgãos policiais competentes. De acordo com os Correios, neste ano, foram cinco ocorrências em Juiz de Fora.

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