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Justiça determina alteração de locais de blocos carnavalescos de Juiz de Fora

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Três blocos de carnaval de Juiz de Fora deverão ter seus locais alterados após determinação da Justiça. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (16) e atende ação civil pública ajuizada por meio da 8ª Promotoria de Justiça de Juiz de Fora, mesmo dia em que uma nota de repúdio contra a ação foi publicada por diversas entidades. Os blocos intimados a mudar o local são os Debochados do Vila ideal, Lixarte e Unidos do Rip Rap, marcados para desfilar, respectivamente, nos bairros Ipiranga, Olavo Costa e Vila Ideal. Caso não cumprida, a determinação prevê multa diária de R$ 1 mil aos organizadores, além de apreensão de instrumentos musicais e equipamentos de som.

A decisão judicial estabelece que a concentração e o desfile dos blocos ocorram nos lugares indicados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), conforme orientação de segurança da Polícia Militar (PMMG). Também ficará a cargo da Polícia Militar fiscalizar o trajeto dos blocos e tomar as providências para impedir a realização dos eventos fora dos locais apontados pela própria PM como seguros.

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Conforme a decisão, os blocos Debochados do Vila ideal e Lixarte deverão acontecer na Rua Jacinto Marcelino 25, Bairro Olavo Costa, no mesmo horário que estavam previstos anteriormente. Já a decisão acerca do bloco Rip Rap é que ele tenha as atividades canceladas, ou, no caso de permanência, que ocorra na Praça do Bairro Ipiranga, na Rua Dr. Etiene Loures, das 13h às 17h.

Na última segunda-feira, o MPMG, a pedido da Polícia Militar, acionou a justiça para que os blocos fossem transferidos de lugar. Os bairros que ficam na Zona Sul e Sudeste do município são considerados áreas de alto risco pela segurança pública, com possibilidade de confronto de gangues e intensificação de conflitos.

À promotoria do MPMG, a PM afirmou que o período carnavalesco traz grande preocupação aos órgãos de segurança pública, tanto pela aglomeração de foliões, como pela incidência criminal no período, que normalmente possui a tendência de aumento, principalmente de homicídios, furtos e roubos.

Nesta quinta, diversas entidades de Juiz de Fora assinaram uma nota de repúdio à medida tomada pelo MPMG, considerando a ação excludente e discriminatória. A nota afirma que a violência mencionada não se restringe a regiões específicas. “Por mais indesejáveis que sejam, as “confusões” havidas no período ocorrem por toda a cidade, inclusive, nos bairros “nobres”, não se limitando a regiões que (curiosamente) são compostas por maioria preta e pobre.”

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