O Fórum Benjamin Colucci, sede do Judiciário de Juiz de Fora, pode ganhar segurança eletrônica. O prédio, instalado no cruzamento da Rua Marechal Deodoro com a Avenida Rio Branco, foi invadido por jovens que se enfrentaram no Parque Halfeld, no mês passado. Após o episódio, o titular do Tribunal do Júri, José Armando Pinheiro da Silveira, defendeu a adoção de medidas para garantir a integridade das pessoas que circulam no espaço. Ele formalizou o pedido ao diretor do Fórum, juiz Edir Guerson de Medeiros, que, por sua vez, elabora um expediente que deverá ser encaminhado à Corregedoria Geral de Justiça, ao Gabinete Institucional de Segurança do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e ao presidente do Tribunal. Os resultados práticos só virão daqui a cerca de três meses, já que demandam uso de dinheiro público, explicou Edir.
Apesar de classificar a invasão do prédio pelos jovens como fato isolado, o diretor do foro afirmou que já tinha projeto para requerer segurança eletrônica no prédio. De maneira nenhuma podemos bloquear a entrada da população. Porém, com a segurança eletrônica impedimos que entre no Fórum qualquer tipo de arma. Este modelo já é adotado em Belo Horizonte. Outro ponto destacado pelo juiz é que só há sete policias militares trabalhando no imóvel, quando o efetivo deveria ser de 11 homens. A PM não faz a segurança do Fórum, mas é a responsável pela condução dos presos. Há dias que temos 40 presos em audiência, é necessário este reforço. Já levantei este questionamento com o comandante da corporação.
Câmara Municipal
Segundo o presidente da Câmara Municipal, Julio Gasparette, até o próximo mês, o atendimento ao público no Palácio Barbosa Lima deve ser modificado. Com a transferência de alguns departamentos para o Edifício Clube Juiz de Fora, vamos trazer serviços, como o Procon e a emissão de carteiras de identidade, para a parte da frente da Câmara. Com isto, prestamos um melhor atendimento à população e inibimos aqueles que chegam mal-intencionados.
Vara da Infância e da Juventude
Também no último mês, 12 adolescentes foram retirados da sede da Vara da Infância e Juventude após entrarem no prédio com o objetivo de acompanhar a audiência de um adolescente, 17. Os jovens eram amigos do rapaz, que está acautelado no Centro Socioeducativo por suspeita de crime análogo a homicídio. A juíza titular, Maria Cecília Gollner Stephan, ordenou que policiais abordassem e identificassem o grupo. O coordenador do Comissariado de Menores da Vara da Infância e da Juventude, Maurício Gonçalves Alvim, afirmou que, apesar da ocorrência, não há nenhum projeto esboçado para reforçar a segurança no prédio.
