Ícone do site Tribuna de Minas

Família de homem morto por policial civil em JF faz protesto em Petrópolis

Foto: divulgação
Foto: Divulgação
PUBLICIDADE

Familiares e amigos de Fernando Silva Gomes Neto, 33 anos, que foi morto por um policial civil no último dia 8, em Juiz de Fora, fizeram uma manifestação pedindo justiça para o caso. Munidos de cartazes e usando camisetas com a foto de Fernando, dezenas de pessoas saíram pelas ruas de Petrópolis (RJ), onde a vítima morava. O protesto aconteceu no último sábado (14), logo após a celebração da missa de sétimo dia do rapaz.

De acordo com uma concunhada de Fernando, Ana Paula do Nascimento, a principal queixa da família é que, até o momento, a Polícia Civil não os procurou para prestar assistência ou qualquer esclarecimento a respeito da morte. “Ninguém até agora falou nada, não sabemos nem quem é o assassino, só que ele está solto. O Fernando não era bicho: tinha família e amigos. Ele até pode ter respondido mal o policial, mas nada justifica ele ser morto da forma como foi. Como uma pessoa de sunga vai ter uma arma para representar algum risco?”,disse.

PUBLICIDADE

Durante a mobilização, a mãe de Fernando, Marta Mathias Gomes, emocionou-se ao falar da morte do filho. “Isso é uma injustiça, é um pecado, foi maldade fazer isso com uma pessoa de bem. A família sempre foi unida, é um filho de união, ele não tem pai, mas tem dois irmãos, sobrinha e eu, mãe dele”, desabafou. Segundo Ana Paula, a mãe e o irmão de Fernando vieram até Juiz de Fora assim que souberam da morte, mas teriam sido impedidos de verem o corpo, o que só aconteceu quando já estavam em Petrópolis. De acordo com ela, os parentes e amigos estão programando uma manifestação em Juiz de Fora para os próximos dias.

Fernando estava em Juiz de Fora visitando sua noiva, que trabalhava na cidade, quando foi assassinado no corredor de um prédio no Bairro Marilândia, Cidade Alta. Ele estava em um churrasco na casa de um amigo no mesmo edifício onde reside o policial. Conforme o seu relato, ele teria se identificado como policial, com sua arma em punho, pedindo a identificação do visitante. “Neste instante, a pessoa até então desconhecida, avançou contra sua pessoa, tendo a arma disparado acidentalmente, atingindo a vítima.”

A noiva de Fernando já foi ouvida pela Polícia Civil. Os dois estavam juntos há dez anos e iriam se casar neste ano. O escrivão, 33, foi preso em flagrante e liberado após uma audiência de custódia, no dia seguinte ao homicídio. O caso segue sob investigação. A Tribuna aguarda um posicionamento da Polícia Civil.

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile