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‘Cantora de timbre lindo’

akemi yamakoshi se apresentava em casas noturnas da cidade facebookcom

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AKEMI YAMAKOSHI se apresentava em casas noturnas da cidade FACEBOOK.COM
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Akemi Yamakoshi, que morreu soterrado dentro de sua casa após o deslizamento de um barranco, vai deixar uma lacuna no cenário musical de Juiz de Fora. Ela cantava à frente da banda Be Pop Jazz Band, especialista em releituras com pegada jazzista para músicas pop internacionais, além de marcar o circuito juiz-forano com o show Tributo à Amy Winehouse, de quem era fã. O guitarrista, Alexandre Cortez, dividia o palco com Akemi e a descreve como “a melhor cantora com quem trabalhou em 20 anos”. “Ela era espetacular, um timbre lindo”.

Em sua página no facebook, o cantor, compositor e violonista Thiago Miranda postou um texto no qual queria dar “um passo atrás no tempo (…) para interromper tamanha dor no peito.” Para o radialista Jonathan Frizeiro, a perda dela será muito sentida. A cantora Alessandra Crispin, prima do filho de Akemi, destacou a excelência da colega de profissão. “Acho que quem pôde ouvi-la e ver suas apresentações, com certeza, vai concordar comigo.”

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Desde criança, Akemi já demonstrava talento para a música e das apresentações na escola chegou aos barzinhos da cidade, onde fazia cover da cantora inglesa Amy Winehouse.

 

Amor azul, amor de mãe

Psicóloga profissional, Akemi amava a música, mas foi com o nascimento do filho João Pedro que ela desempenhou seu melhor papel: o de mãe. No aniversário de 6 anos do menino, comemorado em novembro, ela declarou nas redes sociais que o amor era azul. “Quem disse que vermelho é a cor que simboliza o amor não teve um filho menino! Há 6 anos eu descobri que Djavan sabia ainda mais do que eu já achava… ‘o amor é azulzim!’ Quem conhece, sabe! Não é só porque é meu filho…mas João Pedro é um cara muito legal! Ele é divertido, esperto, inteligente! Um carinha cheio de virtudes que veio pra mim como o melhor presente da vida”, revelou.

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Em outro post, a cantora disse viver por João e por sua mãe, que sobreviveu a tragédia. “A gente briga, discute, discorda… Bate boca até por causa do computador, da luz acesa… Rolam vários sermões diários! Mas é por esses dois que eu vivo! Minha mãe e meu filho. Meu tudo! São eles que me dão vontade de viver, porque eu sei que tenho pra quem voltar! O melhor abraço coletivo! Essa paleta de cores! Mamãe rosinha, eu bege, meu filhotinho marrom. O amor é multicor!”, escreveu a cantora.

Hoje, porém, o amor tem cor de saudade!

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