Ícone do site Tribuna de Minas

Furto de computador afeta consultas em Uaps

PUBLICIDADE

Depois que um computador foi furtado da Unidade de Atenção Primária à Saúde (Uaps), as marcações de consultas para exames especializados ficaram comprometidas para os usuários do Bairro Ipiranga, na Zona Sul. Uma usuária chegou a pedir providências para a Prefeitura nas redes sociais. No seu post, ela desabafa: “Fizeram um assalto ao posto há mais ou menos um mês, e mais uma vez quem sai perdendo somos nós, roubaram nada mais nada menos que o nosso único computador,que marcava exame especializado, ou seja, estamos sem marcação de exames desde setembro, e, para ajudar, quem o roubou tem os dados de nossos moradores.”

O furto aconteceu no dia 26 de setembro, e os prejuízos provocados à marcação das consultas foram confirmados pelo presidente da Associação de Moradores do Ipiranga, Jorge de Brito Mello. “Não estavam conseguindo fazer as marcações devido ao furto do computador. Inclusive cheguei a passar a informação para o Conselho de Saúde. A comunidade está ficando prejudicada demais. Já era para ter sido reposto, para retorno da marcação.”

PUBLICIDADE

A Tribuna esteve na Uaps, na tarde de ontem, quando foi informada por funcionários que o computador, para substituir a máquina furtada, já havia sido entregue pela Prefeitura. Todavia, ainda não estava funcionando. Os servidores relataram que, durante o período em que a unidade ficou sem o equipamento, apenas os exames especializados gerados na própria Uaps estavam sendo marcados.

A Secretaria de Saúde informou, que após o furto, foi realizado o agendamento prioritário para as demandas de maior urgência, para evitar maiores transtornos aos usuários e que um novo equipamento foi instalado, para normalização do serviço.

Insegurança

PUBLICIDADE

Outra questão levantada pelos usuários, funcionários e Associação de Moradores tem a ver com a segurança no entorno da Uaps, que fica na Avenida Darci Vargas. Segundo eles, na praça, na qual a unidade está sediada, pode ser observada a intensa frequência de pessoas utilizando drogas, como o crack. O representante da Associação de Moradores, que também é presidente do Conselho de Segurança Pública (Consep) Sul, Jorge de Brito Mello, afirmou que já conscientizou a Polícia Militar a respeito da situação.

“Cheguei até a pedir, ao comando da companhia, a instalação do Olho Vivo na praça, mas disseram que é muito caro. Estive inclusive em Belo Horizonte, por conta própria, para me reunir com o comandante geral da PM, coronel Marco Antônio Bianchini, e pude explicar sobre a falta de segurança que estamos vivenciando, inclusive solicitei um ponto de Reds (Registro de Eventos de Defesa Social) no Ipiranga para registro de boletim de ocorrência”, relatou Brito.

PUBLICIDADE

Inibição de delitos

Tenente responsável pela 32ª Companhia da PM, que atua na região do Ipiranga, Jonas Aquino Silva Pinto, afirmou que, diariamente, operações são realizadas no bairro, a fim de inibir delitos. Ele aponta que, na Avenida Darci Vargas, onde fica a Uaps, são mais comuns ocorrências de furtos. O militar não apresentou números, mas ressaltou que os casos podem ter ligação com os usuários de drogas, que cometem os crimes para alimentar o vício.

PUBLICIDADE

O tenente apontou que, para melhorar o patrulhamento na região, a comunidade pode colaborar por meio do disque denúncia 181 e pelo 190. “No caso do 181, precisamos dar uma resposta rápida à situação, inclusive, porque temos que remetê-la para Belo Horizonte. No 190, depois de acionado, uma viatura é deslocada ao local para verificar a situação. Assim, a população tem canais abertos com a PM e pode nos ajudar”, explica o oficial, acrescentando que os moradores ainda devem procurar a sede da 32ª Companhia no Bairro Santa Luzia para fazer denúncias.

Sobre a segurança, a Secretaria de Saúde informou que a Subsecretaria de Atenção Primária a Saúde reforçou o acesso ao local com grades.

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile