A Secretaria de Estado de Saúde (SES) está investigando a suspeita de febre chikungunya em Viçosa, a 170 quilômetros de Juiz de Fora. O sexo e a idade do paciente não foram divulgados. Na última segunda-feira, foi confirmado o primeiro registro de transmissão da doença em Minas Gerais: uma mulher de 48 anos, residente no município de Matozinhos, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Outros municípios mineiros também têm casos suspeitos da febre como Contagem, Montes Claros e Coronel Fabriciano. De acordo com a SES, amostras de sangue dos possíveis infectados foram coletadas e enviadas para a Fundação Ezequiel Dias (Funed), onde estão em análise. A previsão é de que, até o final da semana, sejam divulgados os resultados. Em Juiz de Fora, o Departamento de Vigilância Epidemiológica recebeu duas notificações da doença, ambas descartadas.
De acordo com a enfermeira do departamento Rebeca Campos, a doença infecciosa febril é transmitida pelos mosquitos Aedes albopictus e Aedes aegypti, sendo esse último responsável também pela transmissão da dengue. Os sintomas da chikungunya são bem semelhantes aos da dengue: febre, cansaço, dor de cabeça, vômito e diarreia. “O que marca a chikungunya são as dores nas articulações, que podem ser incapacitantes, deixando a pessoa sem movimento, enquanto a dengue provoca dor muscular. A febre chikungunya não é letal como a dengue, mas pode causar doenças crônicas.”
O vírus é transmitido pela picada da fêmea de mosquitos infectados, que adquirem o vírus ao picar uma pessoa infectada. “Quem apresentar os sintomas deve procurar o serviço de saúde para que sejam devidamente tratadas e realizem o exame de diagnóstico”, alerta Rebeca.
A SES informou que está finalizando o Plano de Contingência para o enfrentamento tanto da febre quanto da dengue. As metas são a intensificação das atividades de vigilância, a preparação de resposta da rede de saúde, o treinamento de profissionais e a preparação de laboratórios para diagnósticos.
Com relação aos números da dengue na cidade, o Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde informa que, em 2014, há 934 notificações registradas, com 766 diagnósticos confirmados. Doze casos ainda aguardam resultados de exames. Desde janeiro, a cidade contabiliza quatro mortes em decorrência de complicações da doença.
