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Maca quebra, e idosa sofre tombo no HPS

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Uma idosa de 87 anos, que deu entrada no Hospital de Pronto Socorro (HPS) no final da noite de segunda-feira para a realização de exames médicos, sofreu queda da maca na qual aguardava atendimento momentos depois de sua chegada no local. A informação é de que o equipamento teria se quebrado, provocando o tombo. No início da madrugada deta terça-feira (15), menos de uma hora após o ocorrido, ela veio a óbito. Ainda não há resultado de laudo que comprove se há relação entre o incidente e a morte. A situação, porém, causou revolta em familiares e amigos de Zilda Peraccini, que procuraram a Polícia Militar para registrar boletim de ocorrência. Nesta terça-feira, durante o velório, o corpo precisou ser levado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passou por perícia. Por causa da situação, o sepultamento foi adiado e será realizado nessa quarta-feira, às 9h, no Cemitério da Glória. O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil. Por meio de nota, a Secretaria de Saúde lamentou o ocorrido e informou que uma "sindicância interna foi aberta junto aos funcionários do Samu para apurar se houve negligência, imprudência ou imperícia por parte dos profissionais envolvidos".

Segundo o sobrinho da idosa, Afonso Cardoso, a queda ocorreu enquanto a filha dela realizava o preenchimento da ficha com informações sobre a mãe na recepção do hospital. "Minha prima recebeu a notícia dos funcionários, avisando que a mãe havia sofrido o tombo e estava sendo atendida. Ela sofreu várias escoriações, estava machucada, sangrando e precisou levar quatro pontos no supercílio. Aparentemente, ela caiu com o rosto no chão", explicou. Ele também contou que, na tarde de segunda, os filhos de Zilda decidiram chamar um médico em casa, no Bairro Santa Catarina, região central, porque a mãe parecia não estar se sentindo bem. O profissional teria pedido exames mais detalhados e foi necessário levar a idosa para o hospital. "Ela tinha alguns problemas de saúde e não possuía uma perna, que foi amputada em 2004. Mas estava saudável, era muito bem tratada pelos filhos."

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Conforme o boletim de ocorrência, Zilda teria morrido 40 minutos após sua entrada no hospital. Consta ainda que a maca havia quebrado, por isso ocorreu a queda. "Não sei quais exames fizeram após o tombo dela. É muito triste, além de convivermos com a dor da perda, somos obrigados a passar por toda essa situação. E o pior é que nem sabemos ao certo qual foi a causa da morte", desabafou o sobrinho. No cartório de registro civil, consta que a idosa faleceu vítima de insuficiência respiratória aguda, edema no pulmão, insuficiência cardíaca e hipertensão arterial sistêmica.

Para o integrante do Conselho Municipal dos Direitos do Idoso, José Anísio Pitico da Silva, este tipo de situação é inconcebível e demonstra o grau de fragilidade no cuidado com o idoso na cidade. "Existe um grande despreparo das instituições para lidar com pessoas em fase de envelhecimento, que necessitam de uma acolhida mais especial. A abordagem, principalmente em instituições hospitalares, deve ser prioritária, conforme resguarda o próprio Estatuto do Idoso."

Há menos de uma semana, o corpo de outra idosa também precisou ser retirado do velório para passar por perícia. Neste caso, a idosa de 86 anos teve parte de seu rosto deformado no necrotério da Santa Casa de Misericórdia após sua morte. A suspeita é de que roedores tenham provocado os hematomas. A denúncia foi feita pelos familiares da paciente, e a situação está sendo investigada pela 3ª Delegacia da Polícia Civil.

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