Ícone do site Tribuna de Minas

Segundo acusado por matar homem a pedradas em Juiz de Fora é condenado a 21 anos

forum benjamin colucci foto fernando priamo
PUBLICIDADE

Quatro anos após o assassinato de Diego Antônio Santos Lopes, morto a pedradas no Bairro Santa Efigênia, o segundo acusado pelo crime foi condenado. Em sessão do Tribunal do Júri realizada nesta terça-feira (14), Patrick Experidião da Silva Clemente recebeu pena de 21 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. Em 2024, outro réu pelo caso, João Paulo Inácio Dazini, também havia sido condenado a 21 anos de reclusão pelo homicídio, reconhecido como praticado por motivo fútil, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.  

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a sentença também determinou que Patrick Experidião da Silva Clemente não poderá recorrer em liberdade e que a pena seja cumprido em regime inicialmente fechado – situação semelhante quando ocorreu a condenação do outro envolvido, tido como um risco à ordem pública. Segundo as advogadas Laura Almeida Schefer e Fhernanda Tavares, que representam o réu, a defesa vai recorrer da decisão.

PUBLICIDADE

À Tribuna, as criminalistas defenderam que as provas apresentadas durante o julgamento são frágeis e não amparam uma condenação. “Observamos também que a investigação não adentrou em questões primordiais como a presença do terceiro suspeito que ninguém conhece, pelo contrário, existe um desconhecimento total dentro do processo” destacou ela, sobre o apelido de uma pessoa que teria sido indicada por testemunhas como envolvido no crime, mas que não chegou a ser identificada. O escritório de advocacia também lamentou a perda da vida de Diego, vítima do crime. 

Entenda o caso

O crime ocorreu durante a madrugada do dia 17 de outubro de 2022. Na ocasião, segundo a denúncia do Ministério Público do Estado de Minas Gerais que foi acolhida pelo júri, a vítima estava em um bar quando se aproximou de um trio e os questionou se teriam cocaína para vender. 

A pergunta teria dado início a um conflito, que foi finalizado após interferência do primo da vítima. Segundo o proprietário do estabelecimento, ele avisou que mais tarde o bar fecharia, momento em que os homens compraram uma cerveja e foram para fora. 

Já sem a presença do primo e acreditando que o desentendimento havia sido encerrado, Diego deixou o bar acompanhado pelo trio, sob o pretexto de seguirem para uma festa. No entanto, ao chegarem à esquina das ruas Clóvis Jaguaribe dos Santos e Délcio Fortini, ele teria sido surpreendido por sucessivos golpes na cabeça desferidos com pedaços de alvenaria que estavam no local. Segundo a denúncia, mesmo depois de cair ao chão, a vítima continuou sendo agredida repetidas vezes até morrer em decorrência de traumatismo cranioencefálico. 

PUBLICIDADE

 

Sair da versão mobile