Atualizada às 20h49
Cerca de 50 pessoas participaram nesta quarta-feira (15)de um ato realizado em frente à Câmara Municipal de Juiz de Fora para prestar solidariedade às 49 vítimas do massacre ocorrido na boate Pulse em Orlando, na Flórida, no último dia 12. Organizado por militantes do PSTU e do Coletivo Duas Cabeças, o movimento também cobrou políticas públicas para o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) no Brasil, um dos países com maior índice de violência contra essa população. O grupo desceu o Calçadão da Rua Halfeld em cortejo, em memória das vítimas, seguiu pela Avenida Getúlio Vargas e encerrou o ato na Praça Antônio Carlos. O movimento foi pacífico e não provocou interrupções no trânsito.
O ato teve início com a militante e uma das organizadoras Bruna Leonardo cantando a canção “Avesso”, de Jorge Vercilo, que tem os versos “o desejo a nos punir só porque somos iguais/a Idade Média é aqui.” Em seguida, ela discursou sobre a necessidade da luta LGBT, lembrando da violência no país e em Juiz de Fora. “Não tem como ficar indiferente a este massacre, a esta barbaridade cometida pela intolerância.” Bruna também contestou a atitude da Câmara Municipal de emitir nota de repúdio à campanha “Libera meu xixi” sobre o uso dos banheiros na UFJF. Ao final do discurso, ela acendeu uma vela em frente aos cartazes com dizeres “Orlando nunca mais!” e ” Chega de LGBTfobia”.
Também militante e organizadora, Tallia Sobral destacou a necessidade de políticas públicas no país. “O Brasil é um dos que mais mata LGBT, mas ainda não houve a criminalização da homofobia.” Ainda, em frente à Câmara, o grupo fez uma roda de mãos dadas e pediu por mais amor. Neste momento, os participantes foram convocados a fazer um beijaço. Durante o percurso pelo Calçadão, os manifestantes entoaram cantos e pediram apoio da sociedade à causa. Já na Praça Antônio Carlos, novamente em roda, sob aplausos, foram lidos os 49 nomes das vítimas do massacre.
