Uma ação conjunta da Delegacia Antidrogas e do Serviço de Inteligência do Ceresp resultou no flagrante de três detentos e de duas mulheres por tráfico de drogas na manhã deste sábado. Segundo a Polícia Civil, o esquema seria comandando por um preso, 34 anos, e pela companheira dele, 52, suspeita de aliciar pessoas para entrarem com entorpecentes na unidade prisional. Além deles, foi detida uma mulher, 25, flagrada com uma farta porção de maconha na vagina durante revista realizada antes da visita.
Segundo os policiais, ela é moradora de São João Nepomuceno e teria sido convencida a levar a substância para o interior do cadeião para quitar uma dívida do namorado, detento do Ceresp. As investigações apontaram que a droga seria fracionada e comercializada no interior da cadeia. Também foram autuados por tráfico um irmão do suposto chefe do grupo, 30, e um jovem, 19, acautelados no Ceresp.
Durante a operação, ainda foram realizadas buscas na residência do casal suspeito, na Vila Olavo Costa, Zona Sudeste. No imóvel, foram apreendidos dois televisores LCD, notebook, cerca de R$ 600 e materiais usados na embalagem de entorpecentes. Segundo o titular da Delegacia Antidrogas, Carlos Eduardo Rodrigues, as duas mulheres foram autuadas por tráfico e encaminhadas à Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires.
Já os três homens, continuaram no Ceresp à disposição da Justiça, e também tiveram o flagrante confirmado por tráfico. "Essa já é a terceira operação que fazemos com os serviços de Inteligência do Ceresp e da Ariosvaldo para identificar visitantes que levam drogas. Fazemos um levantamento das pessoas ligadas aos presos suspeitos de receberem os materiais. Normalmente, são familiares, principalmente mulheres, que tentam carregar as substâncias no próprio corpo."
O delegado informou que o suspeito de comandar o esquema havia sido preso em flagrante por tráfico pela mesma equipe, há cerca de seis meses, no Centro. "A mulher dele possivelmente está trabalhando aqui fora para levar a droga para o Ceresp, onde cada pequena porção chega a valer R$ 100." Conforme Carlos Eduardo, apesar de já estarem presos, os homens terão a pena aumentada em decorrência do novo flagrante. "O tráfico na unidade prisional não é cometido só pela pessoa que leva a droga. Envolve também quem fornece e quem recebe para distribuir lá dentro. Nosso objetivo é chegar ao máximo de pessoas envolvidas na rede do tráfico."
