O delegado titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil, Eurico Cunha Neto, informou nesta sexta-feira (15) que vai encaminhar à Vara da Infância e da Juventude o caso envolvendo os quatro adolescentes com idades entre 15 a16 anos, que teriam participado de um confronto entre gangues dos bairros Ipiranga e Jardim Gaúcho, na porta do Hospital de Pronto Socorro (HPS), na última quinta-feira. Durante o tumulto, que assustou pacientes, funcionários e a direção do hospital, um jovem, 18, foi esfaqueado nas costas. Quanto aos suspeitos de 18 e 19 anos, que também estavam na briga, o delegado afirmou que aguarda representação formal, para que sejam tomadas providências. Depois do tumulto no HPS, todos os envolvidos, com exceção do esfaqueado, que permaneceu no hospital, foram conduzidos pela Polícia Militar para a Delegacia de Santa Terezinha. Entretanto, conforme a assessoria de comunicação da Polícia Civil, eles foram ouvidos e liberados.
Na sexta (15), moradores da região do Ipiranga informaram à Tribuna que membros das gangues estariam convocando adolescentes para um novo confronto com rapazes do Jardim Gaúcho. A briga seria em um evento agendado para julho, no Bairro Teixeiras. Procurada pela reportagem, a Polícia Militar, por meio de nota enviada pela assessoria de comunicação do 27º Batalhão, informou que está "acompanhando diuturnamente as questões de gangues que atuam na sua área de responsabilidade" e já estaria adotando ações para evitar estes crimes. Disse, ainda, que "as denúncias recebidas de possíveis encontros de grupos rivais são acompanhadas e monitoradas pelo Batalhão."
O jovem de 18 anos esfaqueado na porta do hospital, e o rapaz, 17, ferido no confronto de terça-feira, em um ponto de ônibus da Avenida Rio Branco receberam alta médica, conforme a Secretaria de Saúde da PJF.
