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Motoristas de aplicativo promovem paralisação nesta segunda em JF

motorista de aplicativo freepik
manifestacao motoristas por aplicativo Mariana Floriano
Uma das reivindicações dos trabalhadores tem relação com as tarifas repassadas a eles pelas empresas (Foto: Mariana Floriano)
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Nesta segunda-feira (15), parte dos motoristas de aplicativo de Juiz de Fora aderiu a um movimento nacional de paralisação das atividades. A mobilização busca melhorias para a profissão, desde segurança e melhores condições de trabalho até, principalmente, reajustes nas tarifas repassadas aos trabalhadores. A expectativa era de que a categoria se reunisse às 14h na Praça Agassis, no Bairro Mariano Procópio, e saísse em carreata no centro de Juiz de Fora. No entanto, poucos motoristas compareceram ao local, e a manifestação acabou sendo cancelada.

Conforme explicou a presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativos de Juiz de Fora e Zona da Mata (AMA JF-ZM), Daniela Caetano, por falta de ofício junto à Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), muitos motoristas preferiram não realizar a carreata com medo de serem multados. Com o aviso prévio à Administração municipal, órgãos como a Secretaria de Mobilidade Urbana e a Polícia Militar podem dar apoio aos manifestantes.

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Apesar do cancelamento da carreata, a representante da AMA JF-Z afirmou que muitos motoristas de aplicativo aderiram à paralisação e desligaram os aplicativos, como propunha a iniciativa da Federação dos Motoristas por Aplicativo do Brasil (Fembrapp). Segundo o diretor da AMA JF-ZM, Sóstenes Josué, a participação estimada na paralisação em Juiz de Fora ficou em torno de 30% a 50% dos motoristas de aplicativo. O movimento também aconteceu em diversas cidades do país, reivindicando preço mais justos nas corridas.

De acordo com Sóstenes, essa é uma velha reivindicação do grupo. “Nos últimos tempos, a nossa tarifa diminuiu ainda mais. Está ficando inviável prestar serviço como motorista de aplicativo. A tarifa está muito baixa, e o custo para manter esse trabalho é cada vez maior.” Nos carros, a categoria colou adesivos e desenhou com caneta frases exigindo uma tarifa mínima de R$ 10 e preço de R$ 2 por quilômetro rodado.

Os motoristas de aplicativo também protestam pela segurança e melhores condições de trabalho. “Em Juiz de Fora, os assaltos a esse grupo têm aumentado. Em algumas situações, os aplicativos podem ajudar a mitigar esse problema – que é de Estado. Acredito que as plataformas poderiam, também, promover cursos e palestras, além de auxiliar nos custos para a manutenção dos carros. Hoje, o motorista de aplicativo tem uma carga horária elevada: em média, 12 horas. Mas conheço alguns que rodam 18 horas. Não somos robôs”, complementa Josué.

O motorista de aplicativo, José Luiz Garcia, foi um dos que aderiu à paralisação. Ele afirma que é possível ver pelo mapa do próprio aplicativo que o movimento rendeu adeptos, visto que havia áreas com menos motoristas rodando durante o dia. “Esse cenário não é normal para uma segunda-feira. Acaba que, com menos carros, as corridas vão ficando mais caras.” Porém, o preço mais elevado, segundo ele, pode atrair motoristas que não aderiram à paralisação a continuarem trabalhando. “É uma pena, porque a luta é de todos.”

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Apesar da paralisação, o serviço dos principais aplicativos não apresentou deficiência em Juiz de Fora. Um motorista que preferiu não se identificar, afirmou à Tribuna que não aderiu à paralisação por não saber ao certo a data escolhida para o “Day Off”, como o movimento tem sido chamado. Ele afirma que não tem aceitado corridas abaixo de R$ 15 e que é assim que lida com a precarização do repasse das corridas.

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