Em entrevista concedida à Tribuna nesta quarta-feira (15), o superintendente da Associação Municipal de Apoio Comunitário (Amac), Alexandre Oliveira Andrade, afirmou que a decisão sobre a mudança de sede do Núcleo do Cidadão de Rua e do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) das ruas José Calil Ahouagi e Professor Oswaldo Veloso, no Centro, para um imóvel na Avenida Brasil, entre os bairros Costa Carvalho e de Lourdes, ocorreu em parceria com a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS). A transferência foi alvo de protesto de moradores, realizado na quarta-feira (14), que temem o aumento da violência.
De acordo com Alexandre, os problemas na atual sede do serviço são estruturais e comprometem a segurança. “A Amac é executora dos serviços e vem buscando alternativas para realizá-lo com mais qualidade, tendo em vista que o atual imóvel não nos atende. Já recebemos notificação do Ministério Público e do Corpo de Bombeiros”, declarou. “Nós procuramos imóveis na região central porque isto está determinado no termo de colaboração. A localização para o serviço foi estipulada no edital de chamamento público. Quando encontramos o imóvel na Avenida Brasil, informamos à SDS, que não apontou nenhum problema em implantar o serviço ali. A escolha foi nossa com aval da Prefeitura.”
Na quarta-feira, a SDS informou à Tribuna que a escolha do novo endereço foi feita pela Amac. “A ação da SDS foi comunicar à entidade a impossibilidade de continuidade no local antigo devido a notificação recebida pelo Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária. O novo espaço é adequado e está sendo reformado para atender às exigências.”
Sem previsão de data para a mudança
Alexandre nega a informação de que a mudança ocorrerá no próximo dia 19, conforme dito por representantes dos moradores durante o protesto. “Não temos data, mas a transferência deve demorar entre 60 e 90 dias. A proprietária está terminando as obras no imóvel e, depois disso, nós faremos as adequações necessárias. Receberemos as vistorias do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária. É um processo que exige mais tempo.”

