Mesmo com a movimentação dos petistas para tentar atrair os peemedebistas e socialistas, as pré-candidaturas de Júlio e do deputado estadual Bruno Siqueira (PMDB), bem como as ligações de ambos com o Palácio Tiradentes, colocam qualquer possibilidade de entendimento no campo do improvável, principalmente no primeiro turno. O cálculo feito até então era de que bastava 30% do eleitorado para alcançar o segundo turno. A persistência do PT, que contou com interferência até do ex-presidente Lula, conforme revelou a Tribuna, começou a dar frutos. Além da sinalização de descontentamento de Júlio, a articulação do ex-prefeito Tarcísio Delgado (PMDB) pela formalização da tríplice aliança conseguiu, pelo menos por ora, colocar o assunto no campo das possibilidades. Atraindo, dessa forma, a atenção dos tucanos, que buscarão a reeleição do prefeito Custódio Mattos (PSDB).
A situação, no entanto, está longe de um desfecho. Embora sua sinalização para deixar o páreo, considerada por aliados mais como um desabafo, Júlio ainda não jogou a toalha. Ele segue nas articulações na condição de potencial candidato. Bruno, por sua vez, em nenhum momento cogitou a possibilidade de deixar a disputa. Ao contrário, em mais uma demonstração de força, trouxe ao município, no último sábado, o presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp. O dirigente defendeu a candidatura própria, mesmo fazendo ressalvas quanto à necessidade de unidade. O mote de lançar nome próprio para prefeito, aliás, tornou-se uma espécie da mantra para boa parte dos peemedebistas presentes no encontro do último sábado. Os adeptos da aliança com o PT não apareceram. Se as duas posições se mantiverem até a convenção, a decisão ficará a cargo dos 44 integrantes do diretório.
