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Polícia Civil prende quadrilha de roubo de caminhões

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  Cerca de cinco policiais do 4º Departamento de Polícia Civil de Juiz de Fora, lotados na delegacia da cidade de Rio Preto, serão investigados pela Corregedoria da Polícia Civil sob suspeita de envolvimento com grupos especializados em adulteração de documentos públicos, formação de quadrilha e roubo de carros e caminhões, que atuavam em toda a região do Sudeste do Brasil. A participação dos suspeitos foi descoberta ontem durante a operação "Esquema" deflagrada por policiais civis de Minas Gerais, que também resultou na prisão de uma servidora pública da Prefeitura de Rio Preto.
  A mulher, que estava cedida à delegacia da cidade, é suspeita de ter produzido 124 documentos falsos. A ação abrangeu os municípios de Rio Preto, Santa Bárbara do Monte Verde, Volta Redonda (RJ), Barra do Piraí (RJ) e Barra Mansa (RJ). O resultado também foi a prisão de mais dez pessoas, a maioria funcionários administrativos, que estariam inserindo dados de veículos com documentação falsificada no sistema do Detran/MG. Entre elas, o despachante André Lames de Oliveira, 36 anos, de Volta Redonda, que tinha ligações com Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) e seria o chefe da quadrilha. Diversos documentos, equipamentos de informática e veículos foram apreendidos. Entretanto, a Polícia Civil informou que todo o material ainda não havia sido contabilizado.

Roubo de caminhões
  As investigações que culminaram nas prisões de ontem tiveram início em maio de 2010, quando a Polícia Civil da cidade de Abre Campo constatou o aumento significativo do roubo de caminhões na BR-262, que liga Belo Horizonte a Vitória (ES). Ao todo, foram 27 registros de roubos de caminhões. Diante desses dados, os investigadores descobriram a atuação de uma quadrilha que roubava veículos e os revendiam para outra quadrilha especializada em adulteração de documentos. Estas quadrilhas foram descobertas e desmanteladas. Os criminosos lucravam de R$ 4 mil a R$ 6 mil com cada veículo que conseguiam vender. Ao longo das investigações, 22 pessoas foram presas em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Cento e cinquenta policiais civis, dentre eles 20 de Juiz de Fora, participaram das prisões de ontem, que contaram com 50 viaturas e um helicóptero.
  De acordo com o delegado Carlos Roberto de Souza, de Abre Campo, que comandou a operação, as quadrilhas eram especializadas em forjar documentação para emplacamento de veículos em Ciretrans da região Sudeste. Foram identificadas falsificações oriundas dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. "Eles vendiam esses documentos para fomentar o roubo de veículos de carga", afirmou o delegado, acrescentando que a documentação era falsificada em função da necessidade de quadrilhas de roubo de veículos. Até agora, segundo a autoridade policial, 1.249 documentos forjados foram descobertos. " Vamos buscar judicialmente a desconstituição desses veículos, a fim de que sejam periciados", disse o delegado, afirmando que um dos próximos trabalhos é recuperar todos os veículos que já foram relatados. Os 11 presos foram apresentados ontem, na 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Santa Terezinha. De lá, seguiram para a Polícia Civil de Ponte Nova, onde deverão prestar depoimentos nos próximos cinco dias.  

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