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Região já tem cinco casos de afogamento

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O ano mal começou, e o número de afogamentos na região de Juiz de Fora já preocupa. Desde o primeiro dia do ano, foram cinco casos, sendo duas vítimas crianças. Isto representa um terço do registrado entre janeiro e novembro do ano passado, quando foram contabilizadas 14 ocorrências fatais. Em 2014, 11 pessoas morreram afogadas nas proximidades. Os dados são do 4º Batalhão de Bombeiros Militar (4ºBBM) e referem-se a Juiz de Fora e cidades próximas da Zona da Mata. Ainda conforme a corporação, o afogamento é a segunda maior causa de mortes por acidentes em Minas Gerais, perdendo somente para os automobilísticos. A ingestão de bebidas alcoólicas, por sua vez, é o principal causador de morte por afogamento em adultos. Diante dos dados, a corporação faz um alerta para os cuidados necessários para evitar acidentes aquáticos.

O caso mais recente da região de Juiz de Fora foi de um homem de 44 anos que se afogou no Rio do Peixe, no núcleo urbano de Valadares, no distrito de Rosário de Minas. Paulo Cézar Leite desapareceu no último dia 9, e seu corpo foi encontrado dois dias depois. Na avaliação da assessora de comunicação do 4º BBM, tenente Priscila Adonay, o aumento drástico preocupa, e um dos fatores que contribuem para as ocorrências é o período de calor e férias. “É mais comum as pessoas procurarem lugares para se refrescar nesta época do ano, mas é preciso atenção quanto aos riscos. Uma das grandes dificuldades é a de criar a cultura de prevenção. Em Juiz de Fora, por exemplo, houve caso de afogamento na Represa João Penido no ano passado. Mas o local não é destinado para banho e não tem como fiscalizar o tempo todo”, alerta.

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Em todo o estado, os Bombeiros registraram 378 afogamentos em 2015 e, somente nos primeiros dias deste ano, mais de 15 pessoas morreram afogadas. O capitão Thiago Miranda, do Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte, explica que, embora a falta de conhecimentos de natação pareça ser determinante para causar os afogamentos, os acidentes também ocorrem com pessoas que sabem nadar. “Ao tentar auxiliar outras pessoas, muita gente corre risco e acaba sofrendo o acidente também. Já registramos casos em que duas pessoas de uma mesma família morreram tentando salvar outra. Por isso, somente se tiver preparo é que se deve auxiliar alguém em dificuldade na água. Caso contrário, é preferível jogar objetos, como cordas, boias e galhos, para que a vítima possa agarrar e se salvar”, ressalta, via assessoria.

Ainda segundo Miranda, o Corpo de Bombeiros tem intensificado as fiscalizações nos principais pontos de turismo aquático, principalmente nos finais de semana e feriados. Para isso, são montados postos de fiscalizações, com distribuição de panfletos informativos e orientação aos banhistas. “Aproveitamos também as redes sociais para divulgar alertas e dicas, já que são mídias de fácil acesso e que abrangem diversos tipos de público.”

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