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Zona da Mata tem a maior frequência de uso de álcool

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Pelo menos 12,4% dos moradores da região da Zona da Mata consomem bebida alcoólica todos os dias. É o que mostra o Boletim PAD – Hábitos de Vida Saudável, divulgado ontem pela Fundação João Pinheiro. A estatística coloca a região em primeiro lugar no ranking das 11 que foram pesquisadas no estado (Norte, Rio Doce, Zona da Mata, Noroeste, Central, Sul, Triângulo, Alto Paranaíba, Centro-oeste, Jequitinhonha/Mucuri e Região Metropolitana de Belo Horizonte). A informação faz parte do estudo que tem o objetivo de traçar o perfil das principais doenças crônicas de Minas Gerais e dos fatores associados a elas. O levantamento analisou comportamentos de riscos e os hábitos saudáveis da população, no ano de 2011. Ainda não foram divulgados os dados específicos por municípios.

De acordo com a pesquisa, entre as doenças crônicas presentes na população existe a prevalência de dez, as cardíacas, a diabetes, a hipertensão arterial, a tuberculose, a depressão, a insuficiência renal crônica, a bronquite ou asma, o câncer, a artrite ou o reumatismo e as doenças de coluna. Na Zona da Mata, 34,1% da população acima de 14 anos apresentam alguma delas. Os números estão acima da média do estado, que é de 33,9%. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os principais fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis são tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, sedentarismo, alimentação inadequada e estresse social.

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Exercícios

No quesito hábitos saudáveis, a população da Zona da Mata também não apresenta números satisfatórios, 80,2% não praticam atividade física, 6,9% o fazem de forma insuficiente. Apenas 12,9% colocam exercícios físicos no dia a dia de forma adequada. Para o educador físico Henrique Mansur, os dados mostram de forma clara a necessidade de políticas públicas voltadas para o esporte e o lazer. "É uma questão social, quanto mais próxima as pessoas estão das atividades físicas mais distante elas ficam do álcool. O Poder Público precisa se convencer que a população precisa de locais específicos e apropriados para a prática de atividades. Em Juiz de Fora, por exemplo, ainda existem poucos perto do que é necessário."

 

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Mulheres em alerta

Quando analisadas as doenças crônicas por sexo, as mulheres apresentam maior incidência no estado em relação aos homens de 14 anos de idade ou mais. Os dados mais alarmantes são observados para hipertensão arterial (16,4% contra 22,8%), depressão (3% contra 7,8%) e artrite ou reumatismo (3,3% contra 7%). "A mulher de hoje é multifuncional, o que colabora para que ela cuide menos da saúde, além de tender a olhar primeiro para os outros", acredita Henrique. O nefrologista Rogério Baumgratz alerta para o fato de elas também estarem ficando mais sedentárias e obesas. "É possível evitar algumas doenças, no caso da hipertensão, por exemplo, 50% das razões do diagnósticos estão relacionadas ao comportamento, como sedentarismo, ingestão excessiva de sal e de álcool e obesidade. Se quiser prevenir, basta combater esses fatores."

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