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Polícia Militar quer impedir entrada de bandidos do Rio

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Com a ocupação das favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, no fim de semana, pelas forças de segurança, cresce a possibilidade de fuga dos traficantes para outras cidades. O fechamento do cerco aos bandidos em todo o estado do Rio, impedindo que os traficantes migrem para Niterói ou municípios como Macaé, faz aumentar ainda mais as chances de procurarem refúgio em cidades mineiras por conta da proximidade entre os estados. Em razão da ocupação dos morros cariocas, a Polícia Militar tem intensificado as abordagens nas entradas e saídas de 191 municípios da Zona da Mata e Vertentes. Em Juiz de Fora as operações aconteceram sobretudo no sábado e domingo visando coibir a entrada dos criminosos. Mas a operação "Minas em segurança – regiões integradas" teve início às 16h de sexta-feira (11) e vai até a manhã desta quarta-feira (16), com apoio dos demais órgãos do Sistema de Defesa Social, Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e Secretaria de Estado da Fazenda.

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Segundo o assessor de comunicação da 4ª Região da PM, major Sebastião Justino, cerca de seis mil homens estão atuando para garantir a segurança do estado, apreender armas e drogas e cumprir mandados de busca e apreensão, além de realizar a abordagem de motos, táxis e carros suspeitos. O helicóptero também está sendo utilizado nas ações.

"Pela proximidade dos estados, podem fugir para cidade, vir para casa de algum parente ou amigo, mas oficialmente não temos registros de entrada de facções criminosas do Rio em Juiz de Fora. É impossível fazermos barreiras 24 horas por dia, mas a corporação está preparada para identificar esses criminosos caso venham para cidade", destacou o major.

O número crescente de apreensões de armas de alto calibre e aparatos restritos às forças de segurança e a maior audácia dos criminosos – somente no último mês a Polícia Militar foi recebida à bala em três bairros distintos – levantam mais a desconfiança de que alguns criminosos estariam fugindo para cá. "Não podemos falar que essas ocorrências estejam relacionadas. E não é por conta dessa última investida que estamos fechando a cidade. A operação Região Segura vêm acontecendo desde março."

 

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