A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) iniciou as demolições de imóveis nos bairros Santa Rita e Solidariedade, nesta quarta-feira (14). Segundo o Poder Executivo local, a retirada das construções é necessária para eliminar situações de risco e impedir que imóveis sem condições de moradia sejam ocupados novamente, principalmente durante o período chuvoso.
Os trabalhos são realizados por uma empresa contratada, sob responsabilidade e acompanhamento da Secretaria Municipal de Obras. De acordo com a Prefeitura, as intervenções seguem os procedimentos técnicos e de segurança necessários. Até o momento, a PJF não divulgou quantos imóveis foram demolidos nos dois bairros.
Demolições em outros bairros
A nova etapa ocorre após uma sequência de demolições em outras regiões da cidade. No dia 6 de outubro, a Prefeitura iniciou os trabalhos em imóveis atingidos pelas chuvas de fevereiro no bairro Dom Bosco, na Zona Sul. A intervenção ocorreu nas proximidades do Pórtico Sul da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e provocou alterações no trânsito da Avenida Presidente Itamar Franco.
Na ocasião, 16 imóveis foram demolidos no bairro. As construções haviam sido classificadas pela Defesa Civil como destruídas ou definitivamente interditadas, sem condições de retorno seguro para moradia.
No dia seguinte, 7 de outubro, começaram as demolições na Rua Arcanjo de Campos Miranda, no bairro Eldorado, na Zona Nordeste. Segundo a Prefeitura, quatro imóveis estavam incluídos nessa etapa, e as famílias que viviam nas casas contempladas haviam sido atendidas pelo programa “Compra Assistida”, vinculado ao “Minha Casa, Minha Vida”.
Na mesma semana, no dia 8, as intervenções chegaram ao bairro Vitorino Braga, na Zona Leste. Os trabalhos ocorreram na Rua Baependi, onde uma casa interditada apresentava possibilidade de desmoronamento e colocava em risco imóveis próximos, segundo a Prefeitura. Na ocasião, o Município não informou quantas casas seriam demolidas no local.
As intervenções fazem parte das ações adotadas após os estragos provocados pelas chuvas de fevereiro. Em contato feito pela Tribuna de Minas, a Prefeitura reitera que a retirada dos imóveis condenados busca reduzir riscos e evitar que construções sem condições de moradia voltem a ser ocupadas.
*Estagiária sob a orientação do editor Arthur Raposo Gomes.
