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Fiscalização é realizada em carvoaria em Rosário de Minas

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Representantes do Ministério Público do Trabalho, da Polícia Federal e do Ministério do Trabalho estiveram ontem em Rosário de Minas, na Fazenda Bom Retiro, que pertence a Companhia Brasileira de Carbureto de Cálcio (CBCC). O grupo, composto por nove pessoas, promoveu fiscalização da atividade carvoeira, cujas condições inadequadas de trabalho foram denunciadas pela Tribuna no último domingo, e fará uma avaliação sobre a possível terceirização do sistema de produção do carvão vegetal. Por decisão judicial, proferida pela 1ª Vara do Trabalho, em Montes Claros, Norte de Minas, a CBCC está proibida de terceirizar o serviço de carvoejamento, sob pena de multa. Caso fique comprovado o descumprimento das obrigações, o Ministério Público do Trabalho poderá pedir a execução das penalidades.

Durante a fiscalização realizada pelo grupo, 19 trabalhadores foram encontrados na área. Segundo o procurador do Ministério Público do Trabalho em Juiz de Fora, Wagner Gomes do Amaral, que esteve presente na ação, apesar de os carvoeiros apresentarem-se, desta vez, com maior quantidade de equipamentos de proteção individual (EPIs), incluindo máscaras, o serviço de queima da lenha ainda é considerado arcaico. "Constatamos a presença de empresa explorando carvão no local. Além disso, no caso dos trabalhadores, há indícios de que o ambiente de trabalho inadequado permanece. Apesar das EPIs, a máscara utilizada por eles não impede a inalação de gases, como o monóxido de carbono", considerou Wagner.

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O procurador aguarda a conclusão da fiscalização do Ministério do Trabalho para finalizar procedimento investigatório sobre o caso.

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