
O difícil acesso ao local complicou o trabalho do Corpo de Bombeiros
Em menos de 24 horas, o fogo consumiu uma área com cerca de cinco mil metros quadrados de vegetação em uma fazenda na região do Salvaterra. A dimensão do estrago é tão grande que pode ser notada da BR-040. Conforme moradores da região, as labaredas chegaram a dez metros de altura. O difícil acesso ao local complicou o trabalho do Corpo de Bombeiros, já que o caminhão-tanque só conseguiu chegar a cerca de três quilômetros dos focos. O restante do trajeto teve de ser feito a pé pelos militares. Eles usaram abafadores e bombas costais para controlar o fogo, com ajuda de funcionários da propriedade atingida, além de fazerem aceiros para barrar o avanço das chamas.
A maior parte da área afetada era usada como pastagem. Entretanto, segundo a proprietária da fazenda, Norma Lacerda, a preocupação maior era com uma região de mata, considerada de preservação permanente. "Temos uma reserva ecológica, e aí o problema é maior. Uma vez atingida, são pelo menos quatro anos para recuperar, como já aconteceu uma vez," comentou.
Segundo o funcionário da propriedade, João Batista Tresse, o fogo começou na tarde de terça-feira, mas, só no meio da manhã de ontem chegou a ajuda dos Bombeiros. "Queimou tudo aí, o fogo chegou a uma altura doida. Fez muito barulho de estalo, deu até para assustar," contou. Segundo a proprietária, os Bombeiros começaram a ser acionados às 6h de ontem, mas só por volta das 10h é que chegou o socorro. "Ligamos mais de dez vezes. Se tivessem chegado mais cedo, poderiam ter evitado que o fogo espalhasse," protestou. No 4° Batalhão de Bombeiro Militar, a informação é de que a equipe estava mobilizada em outras ocorrências de incêndio. A situação no área do Salvaterra foi controlada e os militares já saíram do local.
Prédio evacuado
Entre as ocorrências que mobilizaram os bombeiros na madrugada e na manhã desta quarta-feira (14), está a de um prédio na Rua Guaçuí, no Bairro São Mateus, região Sul. Moradores do imóvel, que fica próximo a um terreno vazio, chegaram a deixar seus apartamentos pro volta de 1h30, mas não houve feridos. Conforme o tenente Moisés Honório Vieira, que controlava os trabalhos no Comando de Operações da corporação (Cobom), a evacuação de construções é indicada quando há riscos do fogo se alastrar. Caso contrário, é recomendado apenas que as janelas sejam fechadas para que a fumaça não prejudique a saúde das pessoas.

