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Academias longe de serem esportivas

no acesso norte altura do bairro industrial podem ser vistos mato alto e equipamentos deteriorados marcelo ribeiro09 05 16

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No Acesso Norte, altura do Bairro Industrial, podem ser vistos mato alto e equipamentos deteriorados (Marcelo Ribeiro/09-05-16)
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No Acesso Norte, altura do Bairro Industrial, podem ser vistos mato alto e equipamentos deteriorados (Marcelo Ribeiro/09-05-16)

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Além da ferrugem, tinta que cobre os canos está gasta próximo à ponte de Santa Terezinha (Marcelo Ribeiro/09-05-16)

Mesmo com ferrugens, equipamento é usado na academia em frente à rodoviária (Marcelo Ribeiro/09-05-16)

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Se manutenção estivesse em dia, espaço poderia ser melhor aproveitado perto da ponte da Halfeld (Marcelo Ribeiro/09-05-16)

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As academias ao ar livre instaladas há quase quatro anos pela Prefeitura de Juiz de Fora eram para ser locais destinados à prática esportiva gratuita na cidade. Mas devido ao seu estado de conservação, elas têm deixado esta vocação de lado e passaram a colocar em risco a saúde física de seus usuários. Em pelo menos seis pontos presentes na cidade, instalados às margens do Rio Paraibuna, a Tribuna flagrou problemas estruturais, como equipamentos quebrados, enferrujados e com peças faltosas, o que impossibilita a utilização correta dos mesmos para quem deseja começar a se exercitar.

Nenhum dos conjuntos de equipamentos dispostos nos seis pontos visitados pela reportagem estão completos. Na academia localizada no entroncamento da Avenida Brasil com a Rua Halfeld, dos seis aparelhos presentes, três estão impossibilitados de serem usados por estarem incompletos. A outra metade que resta está repleta de ferrugem. A tinta que cobre os canos também está gasta e descascando. Apoios de borracha, para firmar pés e braços, também não estão em totalidade.

Outro problema bastante presente é a situação das pranchas que deveriam ser usadas para exercícios abdominais. Nas unidades próximas do Corpo de Bombeiros, da ponte de Santa Terezinha, do Terminal Rodoviário Miguel Mansur e do Acesso Norte, as estruturas estão corroídas e as telas amassadas, soltas e com buracos. Na prancha instalada no Acesso Norte, alguns usuários colocaram pedaços de madeira para tampar as cavidades e continuar a se exercitar.

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Outro ponto observado por pessoas que circulam pelas áreas das academias, e que costumam utilizar os aparelhos, é a falta de informação de como usá-los de maneira correta. “Alguns a gente até consegue compreender, outros não. Vez ou outra venho aqui e faço uma série na barra, mas um outro aparelho precisei de auxílio para saber como fazer o exercício corretamente”, destacou o bombeiro civil Arthur Costa, 30 anos. Entre os pontos visitados, apenas um adesivo autoexplicativo fixado nas estruturas ainda resistia à ação do tempo.

O técnico em logística Patrick Peres, 35, conta que costuma usar a academia localizada no Bairro de Lourdes, pelo menos quatro vezes na semana, mas não consegue fazer uma série completa de exercícios, pois um dos seis aparelhos do conjunto está sem as barras. “Está assim há três meses. Locais como este precisam de manutenção e mais segurança, pois estão sujeitos a ações de vandalismo. Aqui, por exemplo, não tem luz e, durante a noite, a área fica cheia de pessoas estranhas”, comenta.

A manutenção das academias é de responsabilidade da Secretaria de Esporte e Lazer. Em nota, a pasta informou que foi realizado um mapeamento dos equipamentos danificados juntamente com a Empav. “Três locais já foram contemplados com reforma destes equipamentos nos bairros: Benfica, Santa Luzia e Bom Pastor. Os equipamentos da Avenida Brasil estão dentro do planejamento, e as reformas devem ser iniciadas em breve”, disse a nota.

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