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Rapaz confessa homicídio de adolescente no JK

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Atualizada às 20h07

Um rapaz de 23 anos se apresentou nesta terça-feira (14) à Polícia Civil e confessou ter assassinado o adolescente Juan Batista, 15, no Bairro JK, Zona Sudeste, no último dia 7. De acordo com seu depoimento prestado à equipe da 6ª Delegacia, ele vinha sendo ameaçado pela vítima, que estaria obrigando-o a fazer parte de um esquema de tráfico de drogas, motivo pelo qual se desentenderam em um acerto de contas, resultando na morte do adolescente. O suspeito contou que Juan pedia insistentemente para que ele guardasse entorpecentes em sua casa. Como se negava, a vítima lhe fazia diversas ameaças. Entretanto, no dia anterior ao crime, o suspeito teria aceito levar drogas para casa e que, em 7 de maio, o adolescente teria invadido sua residência para pegar o material e revirou todo o imóvel.

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Ao chegar e constatar a bagunça, o suspeito foi tirar satisfação com a vítima, já com uma arma na cintura. Eles teriam entrado em luta corporal, quando o revólver calibre 38 foi sacado e disparado contra Juan cinco vezes. No dia seguinte ao crime, a residência do suspeito, que fica na mesma rua onde ocorreu o crime, foi incendiada por populares. Todos os cômodos foram danificados, e o fogo seria uma forma de retaliação ao homicídio.

A arma utilizada não foi apreendida, mas o suspeito teria contado aos policiais que o artefato lhe foi emprestado por um traficante que atua na região. De acordo com o delegado Carlos Eduardo Rodrigues, responsável pelo inquérito, o rapaz, depois de ouvido, foi  liberado, já que não estava em situação de flagrante. "Vamos analisar a possibilidade de pedir a prisão temporária dele, depois de averiguar todas informações que ele nos passou", afirmou Carlos Eduardo. 

Juan Batista foi encontrado morto dentro de casa, na Rua Natalino José de Paula, no Bairro JK, na Zona Sudeste. Ele foi encontrado caído no chão da sala de sua residência, com os pés voltados para a porta de entrada sem vida. A perícia da Polícia Civil verificou a existência de um tiro na orelha esquerda, que transfixou até o lado direito da face, e um segundo que atingiu as costas no lado esquerdo, ficando o projétil alojado. 

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Tráfico

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Nesta terça-feira (14), policiais da 6ª Delegacia estiveram na casa do suposto traficante que teria cedido o revólver usado no homicídio, mas ele não foi encontrado. No imóvel, na Rua Natalino José de Paula, no JK, os agentes se depararam com uma estrutura montada a fim de evitar a entrada da polícia. Além disso, o imóvel fica no ponto mais alto do bairro, o que facilitava o monitoramento. Nos muros do beco que dá acesso à casa estão estampados os dizeres "polícia aqui não".

Antes do portão de entrada, havia um emaranhado de fios de arame farpado que estavam eletrificados e um sino improvisado, que era acionado quando alguém entrava no espaço. Os policiais encontraram arame em volta de toda a casa, todos com corrente elétrica. De acordo com o delegado Carlos Eduardo Rodrigues, a estrutura foi montada de forma artesanal. "Os arames farpados eram ligados à rede elétrica, representando risco aos vizinhos e aos moradores."

Durante a varredura, foi encontrado ainda um rádio-comunicador ligado na frequência da Polícia Militar. Segundo o inspetor Rogério Marinho, o aparelho era usado para monitorar os passos da PM, como forma de prevenção a um possível flagrante. Ainda foram apreendidos 160 pedras de crack e cinco porções maiores da mesma substância, 150g de cocaína e uma motocicleta. Perto do imóvel, os policiais ainda abordaram dois homens que estariam se dirigindo ao local para comprar drogas. Com eles foram apreendidos R$ 1.800. A dupla foi conduzida para a delegacia, no Bairro de Lourdes, ouvida e liberada.  

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