Com quase dez mil casos prováveis de dengue, Juiz de Fora tem a sua pior epidemia. Em pouco mais de três meses, a cidade já registrou 9.633 pessoas com doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. O número é maior do que o registrado em todo ano de 2010, quando o município viveu seu pior surto até então. Nove mortes pela doença foram confirmadas na cidade. No entanto, a Secretaria de Saúde do município não tem divulgado os óbitos em investigação.
Apesar do aumento de 1.090 registros entre o boletim epidemiológico divulgado na semana passada e o apresentado na última terça-feira, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Rodrigo Almeida, afirma que os casos estão estabilizados. “No número desta semana, temos casos de semanas anteriores. São notificações que chegam para a gente com certo atraso. A gente teve um início do aumento dos casos na semana 4 (final de janeiro), com pico na semana 8 (final de fevereiro), e depois veio caindo até estabilizar.”
O subsecretário conta que os trabalhos estão sendo intensificados e que a Sala de Operação agilizou as respostas no combate à dengue no município. “Estamos realizando um trabalho com os acumuladores, que são aquelas pessoas que juntam lixo em casa. Estamos mapeando essas pessoas e retirando esses materiais. Também temos tido menos recusas de entrada de agentes nas residências.” O Centro de Hidratação que seria implantado no município em parceria com o Estado foi suspenso. “Como tivemos redução nos atendimentos, não tendo mais a sobrecarga do sistema como tivemos na virada de fevereiro para março, não houve necessidade da abertura desse centro”, explica o subsecretário.
O Ministério da Saúde suspendeu o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (Liraa). ” O país inteiro está em epidemia, não justifica tirar os agentes do trabalho de campo para fazer o levantamento. A previsão é que o próximo Liraa seja feito em outubro”, esclareceu Rodrigo.
