Ícone do site Tribuna de Minas

Entidades repudiam liminar

PUBLICIDADE

Entidades, movimentos sociais, acadêmicos, coletivos e partidos políticos de Juiz de Fora manifestaram repúdio à liminar que autoriza a aplicação de multa de R$ 5 mil para quem pratique atos que ameacem a segurança dos frequentadores e comerciantes dentro do Independência Shopping. Entregue no último sábado, a carta é assinada por mais de 30 organizações. Os signatários acusam o shopping de promover “ações segregacionistas de cunho racista” e restringir “o direito de ir e vir dos adolescentes da periferia dentro do local”.

[Relaciondas_post]

PUBLICIDADE

“Buscamos uma atitude política inicialmente, pois entendemos que esta questão precisa ser aprofundada. A ação do Independência Shopping é injusta, racista e de segregação. Precisamos fazer um contraponto, já que esta decisão invade a Constituição, que garante o direito de reunião em espaço aberto ao público e o direito de ir e vir. Reunimos os movimentos de forma horizontalizada e vamos pensar os próximos passos decidindo coletivamente”, explica o assistente jurídico do Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Juiz de Fora (CDDH), Alan Rossi.

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da OAB/Subseção Juiz de Fora também assina o documento. “Nos reunimos em um fórum permanente de direitos humanos e não concordamos com esta decisão de impedir o acesso ao jovem negro, pobre e da periferia a um local que é aberto ao público”, explica a presidente da comissão, Cristina Couto Guerra. Também assinam o documento a Cáritas de Juiz de Fora, o Centro de Prevenção à Criminalidade (CPC), a Rede Nacional de Assessorias Jurídicas Universitárias (Renaju), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), diretórios e centros acadêmicos da UFJF, movimentos de estudantes e juventude, união de bairros, coletivos culturais, partidos políticos, entre outros.

Por meio de nota, o Independência Shopping manifestou seu repúdio a qualquer tipo de preconceito e esclareceu que “sempre tomará medidas necessárias para garantir a segurança das famílias frequentadoras, lojistas e funcionários”.

Sair da versão mobile