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Suspeitos de vender droga estão no Ceresp

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Foram encaminhados ao Ceresp, no início da madrugada de ontem, os dois homens presos por tráfico na terça-feira durante operação do Grupo Tático Operacional (GTO) de Tóxicos e Entorpecentes da Polícia Civil. A manobra resultou na apreensão de 1,7kg de cocaína, 3,3kg de ácido bórico, que seria misturado à droga, além de 457 ampolas descartáveis preenchidas com o pó da mistura e cerca de três mil recipientes do mesmo tipo vazios. Severino Barboza de Araújo, 43 anos, que era o principal alvo da operação, se reservou ao direito de só prestar declarações em juízo. Ele seria o responsável por trazer a pasta base e as embalagens de São Paulo para serem comercializadas em Juiz de Fora. O homem foi capturado no Bairro Bandeirantes, Zona Nordeste, mediante mandado de prisão preventiva, mas não foi flagrado com entorpecentes. As investigações apontaram que o mecânico Samuel Rabelo Fernandes Franco, 34, proprietário de uma oficina na Vila Ideal, Zona Sudeste, era o responsável por guardar, refinar, embalar e fazer a distribuição da droga. Ambos foram autuados por tráfico.

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A maior parte do material apreendido estava dentro de uma caixa guardada na casa de uma conhecida do mecânico, 25, no Bairro Grajaú, Zona Sudeste. A mulher chegou a ser conduzida até a 1ª Delegacia Regional. Em seu depoimento, no entanto, ela afirmou que desconhecia o conteúdo da caixa, que teria sido deixada em sua residência pelo suspeito na noite anterior à prisão. O proprietário da oficina também confirmou que ela não teria participação no esquema, e a mesma foi liberada. O mecânico relatou aos policiais que recebia R$ 1.500 por mês do suposto traficante para armazenar a droga. Ele afirmou que esse foi o segundo carregamento do tipo que recebeu. Cinquenta e nove ampolas com cocaína foram encontradas escondidas dentro de uma caixa de som no escritório da oficina dele.

Para o delegado do GTO Tóxicos, Fernando Camarota, o que mais chamou a atenção foi o fato de a dupla comercializar cocaína em ampolas, que seriam de uso laboratorial. Em São Paulo e até no Rio já houve apreensões deste tipo. Mas aqui foi a primeira vez. Isso demonstra o ‘profissionalismo’ da atividade ilegal, porque é um modo de facilitar o armazenamento e a venda da droga. Na operação também foram apreendidos dois celulares, um carro, uma moto, um cartucho intacto, U$ 1.250, 57, três balanças e dois cheques.

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