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Dengue exige cautela na região

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Se em Juiz de Fora houve redução no número de casos de dengue este ano em relação ao mesmo período de 2010, nos municípios vizinhos que estão sob a jurisdição da Gerência Regional de Saúde local (GRS-JF), a situação é inversa. Na região, os índices mais relevantes são encontrados em Rio Novo, Matias Barbosa e São João Nepomuceno.

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Em Rio Novo, em março do ano passado, havia três notificações de casos da doença, e duas foram confirmadas. Já em igual período de 2011, foram 982 notificações, com 272 confirmações no pequeno município que tem menos de nove mil habitantes. O titular da GRS, Cláudio Reis, acredita que esse desequilíbrio foi provocado porque as ações de combate à moléstia foram suspensas pelas autoridades competentes. O prefeito e o secretário de Saúde tiveram infarto no final do ano e ficaram afastados de suas funções. Indiretamente, isto refletiu nas ações de prevenção e orientação para a população. Cláudio afirmou que essas ações descontinuadas, principalmente no fim do ano, são problemáticas. É o período do calor que provoca uma estufa que faz proliferar as larvas do mosquito. Hoje, de acordo com a GRS, a situação está sob controle. No período crítico, estávamos atendendo 160 casos por semana. Agora, é uma média de 14. O levantamento de infestação feito na cidade, no mês passado, passou para 2,06%, quando, em janeiro, era de 4,07%. Apesar da queda, ainda é o município da região com maior número de casos.

Já em Matias Barbosa, onde há mais de 13 mil moradores, os dados, em março de 2010, apontavam 41 notificações, com 26 casos confirmados. No mesmo período deste ano, foram 217 notificações e 66 confirmações da doença. Cláudio alegou que, na cidade, havia falta de funcionários para atuarem na prevenção à moléstia. Existia uma liminar judicial que impedia a contratação de agentes de endemia. O juiz queria que isso fosse feito através de seleção pública. A GRS teve que ir lá e apontar que existia risco de epidemia, contou. Outro problema enfrentado em Matias, segundo ele, é referente ao fluxo de caminhoneiros, que fazem esse deslocamento do foco da doença de uma região para outra. Mas Cláudio garante que o quadro hoje é positivo, apesar de ainda não ter saído o resultado do levantamento de infestação.

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O município de São João Nepomuceno, apesar de ter uma situação mais tranquila, é outro que apresentou aumento dos casos de dengue em relação a 2010. Em março do ano passado, foram cinco notificações, e não houve confirmação na cidade, que possui 25 mil habitantes. Já em março recente, foram 61 notificações, com 22 casos confirmados. O gerente da GRS relembrou que, em 2009, a cidade apresentou epidemia de dengue. Na época, Estado e município trabalharam em conjunto, com êxito. De acordo com ele, como em 2010 quase não havia notificações, a equipe que atuou para combater os focos do Aedes aegypti no município, foi deslocada para Rio Novo, vizinha a São João Nepomuceno. A proximidade geográfica é uma preocupação porque o foco da doença se dissipa de uma região para outra.

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Parceria com a população

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Apesar das incidências pontuais na região, dos 37 municípios sob a jurisprudência da Gerência Regional de Saúde (GRS), 17 não têm mosquito infectado. Somente nos três municípios citados, além de Juiz de Fora, é que o índice de infestação do Aedes aegypti é maior que 1%, máximo admitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A maioria dos nossos municípios tem índice de infestação quase zero, declarou Cláudio Reis.

Uma preocupação era com relação ao aumento dos casos da doença depois do carnaval, época em que o vírus ficou em circulação. Mas, na região, somente Mar de Espanha teve reflexo do período da folia. Segundo a GRS, foram registradas seis notificações após a data e, até então, não havia caso. Tem muita casa de veraneio na cidade, e as pessoas que chegam infectadas de outros locais deixam o foco por lá.

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JF sob controle

Em Juiz de Fora, segundo a GRS, houve êxito nas ações de combate à dengue, verificado nos resultados apresentados recentemente, com queda no Levantamento do Índice rápido do Aedes aegypti (Liraa), que passou de 6,4% para 3,27%. No entanto, o secretário de Saúde local, Cláudio Reiff, alerta que Juiz de Fora vive uma situação atípica. Os dados no país mostram situação inversa à nossa, com quadro pior que em 2010. O titular da GRS confirma que a cidade deve continuar em alerta. Vamos trabalhar em parceria com a comunidade para eliminar a dengue e voltar aos índices de 2000 e 2002, quando a moléstia não existia aqui, declarou Cláudio Reis. O gerente regional afirma que, se na cidade polo a situação está sob controle, é sinal de alívio para os municípios próximos. Isso porque a cidade pode ser o foco para disseminar a dengue para o restante da região.

A GRS também trabalha com o reforço das ações de combate ao mosquito transmissor nos municípios que atende, com trabalho contínuo ao longo do ano.A cada dois meses, tem que ser feito um levantamento do índice de infestação. E as pessoas já sabem o que fazer para acabar com os focos, evitando água parada. A dengue é responsabilidade de todos.

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