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Artefato explode debaixo de carro na Delfim Moreira

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Uma mulher se machucou durante a explosão de um dispositivo jogado na Rua Delfim Moreira, no Centro, por volta do meio-dia de ontem. A empresária estava no carona de um Citröen Xsara Picasso, guiado por seu marido. Quando o casal saía da garagem do prédio onde mora, o veículo passou por cima do artefato. Com o impacto do estouro, o air bag do automóvel foi acionado, ferindo a mulher. Ele abriu abruptamente e, com o estrondo da bomba e a dor que senti, achei até que pudesse ter levado um tiro. Foi assustador, contou a empresária. No momento do acidente, o casal estava com as duas filhas, de 7 anos, no automóvel. Elas estão muito impressionadas com a repercussão os últimos atos de violência nas escolas. Por isso, o susto foi grande, contou o pai.

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O dispositivo teria sido atirado na rua por um estudante de uma escola da região, que estava acompanhado de três colegas. A PM foi ao local e registrou a ocorrência, que foi encaminhada à Polícia Civil para investigações. Até o fechamento desta edição, o tipo de artefato não havia sido identificado.

Agressividade

A ocorrência reacendeu as discussões sobre a agressividade entre adolescentes e jovens. Conforme a psicóloga da ONG ProJuventude Alcione Kirchmaier, antigamente os limites eram claramente definidos, e hoje tudo é mais permissivo, não havendo controle sobre os grupos juvenis. Falta acompanhamento mais de perto, há ausência de diálogo da família com os adolescentes, ponderou Alcione, que trabalha com a violência nas escolas e capacita professores para lidar com conflitos. Segundo ela, quando falta conversa, os jovens falam através da agressividade. É uma forma de demonstrar que algo não está bem. A psicóloga afirma ainda que a criança busca um referencial. Se não o encontra na família, procura na escola. Assim, o educador tem um papel importante na construção de limites e valores. Família e escola trabalham juntas, se complementam.

Para o sociólogo Raul Magalhães, é papel da sociedade batalhar para que a escola tenha condições de dar conta dessa função. Cabe a ela não só a assistência educacional como também a psicológica, se assim for necessário, com ajuda de profissionais para auxiliar familiares e professores a lidarem com alunos agressivos.

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