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Mistura de energéticos com álcool

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Durante o carnaval, muitos foliões cometem excessos que são prejudiciais à saúde. Para pular o dia todo e ainda virar a madrugada nos bailes carnavalescos, muitos jovens têm se utilizado dos energéticos, que, na maioria das vezes, são associados aos destilados. Essa combinação aumenta os riscos para o coração, pois a bebida contém taurina e cafeína, que são estimulantes. O clínico-geral Ricardo Botelho alerta para os efeitos colaterais dos energéticos. “O produto estimula a frequência cardíaca, podendo causar taquicardia, sudorese, boca seca, além de atrapalhar o sono, que irá fazer falta para o organismo.” A nutricionista Renata Mosqueira atenta para a falta de controle das pessoas durante o consumo do energético. “O energético age no sistema nervoso, assim como o álcool. Essa nunca é uma boa combinação.”

Além disso, embalados pelo clima festivo, muitas pessoas exageram nas bebidas alcoólicas e se esquecem de comer e dormir. Ricardo ressalta que é importante manter a rotina de oito horas de sono por dia, pois a falta dele acentua a ressaca. “A pessoa também pode ter vertigem e tontura.” Para não passar mal, a dica do médico é evitar destilados e bebidas com alto teor alcoólico. “Os destilados são os principais responsáveis por efeitos colaterais como o vômito.” Além disso, é preciso se hidratar. Uma dica valiosa da nutricionista Renata é intercalar a bebida com algumas pausas para hidratação.

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Renata ainda lembra que é importante comer de três em três horas. “Se a pessoa vai ficar muitas horas na rua, o ideal é comer um sanduíche com frango para ficar saciado por mais tempo. O açaí é um antioxidante que fornece energia e ajuda a combater o cansaço. A castanha e as nozes são práticas para levar e comer na rua.” Já os alimentos que irão atrapalhar a folia são as frituras, as gorduras e os doces. “Esses alimentos vão tirar a energia porque sua digestão é mais difícil.”

 

Medicamentos

Dos oito atendimentos realizados no Posto Médico da Passarela do Samba, nos dias 7 e 8 de fevereiro, a maioria foi relacionado a pessoas que fazem uso de medicamento e deixaram de tomá-lo para poder beber. A informação é do coordenador do Posto Médico, Marcelo Batista, ressaltando que o número de atendimentos deste ano foi quase o dobro dos realizados no ano passado.

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O Conselho Regional de Farmácia (CRF) de Minas Gerais alerta que o uso de bebidas pode intensificar de maneira perigosa ou diminuir drasticamente a ação do medicamento. Segundo o CRF, as reações adversas variam desde alterações gastrointestinais, como náuseas e vômitos, a reações mais intensas, como palpitações, hipotensão, taquicardia, convulsões e intoxicação aguda. Um exemplo dado pelo conselho é a mistura de álcool com dipirona, que potencializa o efeito do álcool. Já misturar bebida com paracetamol pode ocasionar intoxicação no fígado. No caso dos antibióticos, a associação aumenta o metabolismo e reduz a eficácia do medicamento.

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