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Horário especial é chance para comércio elevar vendas

na galeria constanca valadares algumas lojas fecharam antes do horario previsto

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Na Galeria Constança Valadares, algumas lojas fecharam antes do horário previsto
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Na Galeria Constança Valadares, algumas lojas fecharam antes do horário previsto

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Contrariando a difícil realidade vivida ao longo do ano, o comércio de Juiz de Fora está otimista com as vendas de Natal. Enquanto a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL/JF) estima resultado igual ao de 2014, há quem aposte em crescimento de até 10% em comparação com o ano passado. A confiança foi resgatada após o bom retorno alcançado com a Black Friday, realizada no final de novembro. A iniciativa, que ofereceu descontos de até 80%, foi responsável por levar os consumidores novamente às compras. Desde então, o movimento tem se mantido aquecido nas lojas. A expectativa é que ele seja maior a partir de agora, com a realização do horário especial de Natal, que foi iniciado ontem e segue até o dia 24 deste mês (ver quadro).

Na última quarta-feira, em meio a uma grande movimentação de consumidores, a gerente júnior da Humanitarian Nadilaine Najla afirmou que há otimismo para enfrentar a crise. A loja de sapatos prevê crescimento de 10% nas vendas. “Fizemos campanhas internas para treinar e motivar os funcionários. Um bom atendimento é primordial para fidelizar o cliente. Ele pode comprar menos, por conta da crise, mas garantimos que ele irá retornar.” Confiando nos bons resultados, o estabelecimento foi na contramão do cenário juiz-forano, que reduziu as contratações temporárias este ano, e selecionou mais de 20 vendedores para o período.

Foi também em meio a uma grande movimentação de clientes, que o gerente do Armarinho Domith, Assed José Domith, afirmou que está mais otimista. “Acredito que o resultado possa ser igual ou até mesmo ter um acréscimo em comparação com o ano passado.” Segundo ele, o consumidor voltou às ruas e está garantindo os presentes de Natal. “As pessoas se reservaram bastante durante o ano, preocupadas com a crise. Agora, elas estão indo às compras.” Assed verificou mudança no comportamento do consumidor. “A preferência não é pelo presente de valor mais alto, mas por um número maior de lembranças.”

Para o vendedor da Eletrossom, Leônidas Matias, o aquecimento da demanda verificado nos últimos dias pelo comércio ainda é consequência da Black Friday. “Os descontos atraíram o consumidor até as lojas. E esta semana, com o pagamento do 13º salário, as pessoas continuaram motivadas.” Para ele, o horário especial de Natal pode ser mais uma alternativa para a captação de clientes. A opinião é compartilhada pela gerente da loja de roupas Fio de Linha, Lucélia Lippi. “Toda estratégia é sempre bem vinda. O ano não foi fácil, mas temos que manter o otimismo. Estamos apostando tudo neste mês de dezembro.”

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Orientação

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Na avaliação do presidente da CDL/JF, Marcos Casarin, os lojistas precisam manter o otimismo com a data. “O ano foi muito difícil, mas o Natal pode contribuir para dar fôlego aos negócios. É fundamental investir em um bom atendimento”, orienta. O presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), Emerson Beloti, destaca que a adesão ao horário especial pode contribuir para o sucesso das vendas . “Você dá mais opções e, também, oferece mais conforto ao cliente”, analisa. “Juiz de Fora está de braços abertos para consumidores locais e da região, oferecendo horários alternativos.”

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Primeiro dia de pouco movimento

Com diversas lojas fechadas nas ruas centrais às 15 horas, o movimento do comércio no primeiro dia do horário especial surpreendeu pela frequência baixa. Na Rua São João, eram poucas pessoas nas ruas, um número ainda menor nas lojas e muitos vendedores parados. “A expectativa para hoje era grande. A manhã foi satisfatória, mas a verdade é que o horário estendido ainda não pegou na cidade”, comenta o vendedor da loja Magnum, Ricardo Almeida, 35. Segundo ele, apesar do baixo movimento, todos os cinco funcionários da empresa permanecem empenhados até 18 horas, mesmo sem atividade. Para uma vendedora de uma importadora de perfumes próxima à loja onde Ricardo trabalha, fechar as portas às 15 horas foi a única solução para não ampliar os prejuízos.

“Todos estão muito receosos, tanto os consumidores quanto os lojistas. Essa ideia de crise faz com que todo mundo ponha o pé no freio”, pontua Almeida, afirmando que a meta para o Natal de 2015 é a mesma do ano anterior. “Esperamos superá-la, mas nos últimos três meses houve uma queda muito grande nas vendas. Percebo que as pessoas estão optando pelas lembrancinhas”, completa ele, apostando no aumento do movimento para o próximo fim de semana. De acordo com a consumidora Regina Ribeiro, 55, a tranquilidade do horário especial possibilita as pesquisas e, assim, compras mais conscientes. “Não quero gastar muito, e também quero coisas boas por um preço melhor. Tenho um limite para cada presente”, diz Regina, que espera gastar menos do que em 2014, confirmando a onda de pessimismo que dominou alguns lojistas do Centro na tarde de ontem.

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