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Morre segunda vítima do período chuvoso

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'Piscina' se formou nos fundos de uma das casas do residencial
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‘Piscina’ se formou nos fundos de uma das casas do residencial

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Morreu ontem a segunda vítima deste período chuvoso em Juiz de Fora. O operário Francisco das Chagas da Silva Macedo, 28 anos, que trabalhava em uma obra na Zona Norte, no último sábado, estava internado no HPS e não resistiu aos politraumatismos. Durante a tempestade do final de semana, um muro havia caído sobre ele e mais dois trabalhadores. O acidente já havia vitimado o jovem Maciel do Carmo Souza, 19. O corpo de Francisco foi encaminhado para a necropsia no Instituto Médico Legal (IML) e deveria ser levado para Teresina, no Piauí.

Além das mortes, as chuvas dos últimos dias têm provocado transtornos em vários pontos da cidade. Moradores do Residencial Parque das Águas e do Bairro Nova Germânia, na Zona Norte, contabilizavam ontem os prejuízos dos estragos causados pelo temporal de terça-feira. Cerca de 80 moradores procuraram a Caixa Econômica Federal para dar entrada no pedido de seguro contra danos físicos aos imóveis. Segundo a Defesa Civil, com a chuva forte, praticamente todas as moradias foram afetadas. No local, segundo a Caixa, existem 894 moradias. Em algumas, o teto cedeu. Revoltados com a situação, os moradores registraram boletim de ocorrência. "Na maioria das casas, a água entrou por debaixo do forro, que é feito de PVC, e isto causou goteira, mas não há riscos de desabamento dos imóveis", explicou o subsecretário, major José Mendes.

Na tarde de ontem, a Tribuna voltou ao lugar, e a população do Parque das Águas ainda limpava as casas tomadas por lama. Nas moradias mais afetadas, alguns salvavam o que sobrou. A dona de casa Joana D’arc Jerônimo, que vive na Rua E do loteamento Parque das Águas, perdeu móveis, eletrodomésticos e roupas. Ela, que mora com três filhos e o marido, está preocupada com o quadro."Isto daqui foi muito mal construído. Minha casa foi muito danificada, e toda chuva vai ser assim. Mas eu não tenho para onde ir."

A queixa da dona de casa é comum à maioria dos moradores, que alegam que o principal problema é a forma como as moradias foram erguidas. A dona de casa Maria Eva, que também reside na rua E, precisou colocar uma lona em cima do telhado para evitar que a água volte a entrar no imóvel. "A água caía tanto aqui, que parecia que nem tinha telhado. É um absurdo a forma como fizeram estas casas."

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A aposentada Isabel Souza Pinto também acredita que a estrutura do loteamento contribui para que aconteçam os transtornos. "Colocaram a gente aqui de qualquer jeito. Nos fundos da minha casa, tem uma encosta que desce uma enxurrada quando chove, o que faz acumular muita lama nos fundos. A Defesa Civil já havia condenado meu muro em novembro. A situação é crítica, não consigo dormir à noite."

Em resposta aos moradores, a Caixa informou que "recebeu as obras dos residenciais Parque das Águas e Nova Germânia de acordo com as normas de engenharia exigidas no programa ‘Minha casa, minha vida’". E afirmou ainda que todos os empreendimentos desta faixa contam com seguro de danos físicos do imóvel, que pode ser acionado pelos moradores para resolver os problemas causados pelas chuvas.

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A Caixa disse também que ontem cerca de 20 funcionários da construtora responsável pelas obras começaram a visitar os imóveis e estão providenciando reparos necessários. Durante a chuva de ontem, a Defesa Civil informou que nenhuma ocorrência foi registrada.

 

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