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Câmara de JF cobra explicação sobre aterro em Ewbank

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Vereadores de Ewbank e de JF se reuniram ontem
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Vereadores de Ewbank e de JF se reuniram ontem

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A instalação de uma unidade de tratamento e disposição final de lixo urbano e hospitalar, em Ewbank da Câmara, a poucos quilômetros da Barragem de Chapéu D’Uvas, será alvo de questionamento. O assunto, tema da tribuna livre realizada, na tarde desta terça-feira (13), no prédio do Legislativo, levou os 19 vereadores da Câmara Municipal de Juiz de Fora a apontarem, por unanimidade, a necessidade de realização de audiência pública para discutir a questão. Hoje o vereador Roberto Cupolillo (PT) apresenta requerimento sobre a matéria. A ideia dos parlamentares é que a empresa responsável pelo empreendimento na área, a Trusher Serviços de Esterilização Ltda., com sede no Rio de Janeiro, seja convidada a participar da reunião, a fim de prestar esclarecimentos. Também serão convocados representantes dos órgãos ambientais, do Ministério Público e deputados estaduais que representam a região. A ideia é fazer uma audiência conjunta com a Câmara Municipal de Ewbank, com o objetivo de dar mais visibilidade à questão.

No encontro de ontem, quatro vereadores de Ewbank, considerados de oposição à Administração Municipal, estiveram presentes na tribuna livre, que teve como manifestante o presidente do Sindicato dos Bancários, Robson Luiz Marques. "Recebemos pedido de ajuda e, como Ewbank está na nossa área de atuação, decidimos nos mobilizar." O vereador José Sóter de Figueirôa (PMDB) considerou pertinente a aprovação da audiência, que deverá ser marcada para janeiro, e disse que a Câmara precisa exercer o seu papel de fazer o controle social. Isauro Calais (PMN) sugeriu a formação de uma comissão parlamentar para fiscalizar a instalação da empresa na área. O assunto também repercutiu, em Belo Horizonte, onde o deputado estadual Bruno Siqueira (PMDB) reiterou, junto ao Ministério Público, a necessidade de apuração do caso.

O diretor executivo da empresa no Rio, Lucas Piloto, afirmou que a Trusher tem interesse em participar da sessão em Juiz de Fora. "Temos plena consciência do que estamos fazendo e, para nós, será importante explicar, porque as pessoas leigas não sabem exatamente o que vai ser feito. A própria promotora Thaís Lamin participou da reunião que resultou na aprovação das nossas licenças ambientais. Quanto à questão da implantação do incinerador não é isso que estamos fazendo, apesar de ser uma tecnologia que pode ser usada com segurança. Reitero que não é nossa intenção ter o incinerador, mas, se fosse, teríamos que passar pelos órgãos ambientais, como fizemos até agora, porque tudo está sendo muito discutido e feito de acordo com o que foi autorizado. Entendemos a preocupação do cidadão comum e temos interesse em esclarecer. Hoje já existe um aterro controlado na área. Na verdade, estamos promovendo melhorias, com a implantação de um aterro sanitário", afirmou.

Sobre a ação da Polícia Federal do Rio, que lacrou a usina de tratamento da matriz no último dia 29, "em função de irregularidades ambientais", Piloto frisa que a situação "está sendo resolvida juridicamente". O diretor executivo da Trusher acrescentou que a empresa teve a licença ambiental renovada, na capital fluminense, no dia 10 de novembro. "Não quero polemizar a questão, mas a Polícia Federal não é um órgão técnico."

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