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Por que JF tem pouca ‘caminhabilidade’?

postes e arvores osbstruem a calcada na rua antonio fellet vale do ipe

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Não é difícil perceber as dificuldades. Caminhando em qualquer, qualquer bairro da cidade, dos mais centrais à periferia, é possível perceber que as calçadas de Juiz de Fora não favorecem a circulação de seus pedestres – isto quando elas existem.

Buracos, fissuras, falta de sinalização e padrão, ou mesmo um tipo de piso que não contempla as necessidades de seus cidadãos estão entre as principais barreiras. A Tribuna percorreu diversos pontos críticos (alguns surpreendentes), entrevistando juiz-foranos que falaram sobre obstáculos e diversos problemas de acessibilidade e responderam a uma pergunta que traz soluções e ao mesmo tempo promove a cidadania. “O que você faria se a calçada fosse sua?”(assista ao vídeo em nosso site).

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Onde a diversidade acontece

Para a arquiteta e urbanista Gabriela Callejas, a calçada precisa ser compreendida e projetada como “expressão máxima da democracia”. “Elas são o lugar onde a diversidade acontece, sem distinção de classe social, gênero, escolaridade, cor de pele ou qualquer segregação que possa existir em outros contextos sociais. Por isso mesmo, precisam ser mais justas e promover o acesso à cidade em sua totalidade: comércio, serviços, lazer, escola”, explica a especialista, cofundadora e diretora da organização Cidade Ativa, que desenvolve projetos em prol da defesa de lugares que permitam ao cidadão ser mais participativo em sua comunidade.

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Em congruência com Gabriela, a engenheira de transporte Paula Rocha destaca que a prática de responsabilizar os donos de lotes pela construção e manutenção das calçadas interfere na acessibilidade. “Os donos de imóveis e terrenos são responsáveis pela construção e manutenção do piso, mas há elementos de responsabilidade do governo (árvores, postes de luz, etc.) e das prestadoras de serviços (como telefonia) que interferem na acessibilidade. Um departamento responsável por essa governança é essencial para coordenar responsabilidades de cada um”, diz ela, que é coordenadora de Projetos de Transporte e Acessibilidade da Embarq Brasil, que auxilia governos e empresas no desenvolvimento e implantação de soluções sustentáveis para problemas de mobilidade.

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Leia mais: Marquises, garagens e piso inadequados são agravantes em JF

 

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