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Marquises, garagens e piso inadequados são agravantes em JF

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Especialistas em projetos de mobilidade urbana, Gabriela Callejas e Paula Rocha estiveram em Juiz de Fora em 2014, durante o “Safári Urbano”, evento que discutiu o tema, organizado pela Prefeitura de Juiz de Fora e pela Embarq Brasil, com apoio da Cidade Ativa (sendo as duas últimas instituições de planejamento de ações em prol da acessibilidade para todos).

Na ocasião, especificidades locais que interferem em um uso mais pleno das calçadas foram constatadas. “As marquises e os edifícios que avançam sobre o passeio são legais porque promovem proteção contra a chuva e o sol, por exemplo. Mas em alguns pontos, como a Rua Batista de Oliveira, que tem muitos camelôs, é formada uma espécie de túnel, dificultando a circulação e causando uma sensação de confinamento, o que faz as pessoas caminharem pela rua”, pondera Gabriela.

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Segundo ela, outros dois problemas são as rampas de garagem não padronizadas que criam obstáculos nos passeios, e o uso de material inadequado para o piso. “Em uma cidade que chove com frequência, não pode haver tantas calçadas com piso de pedra portuguesa, que é escorregadio. O ideal é que haja um piso o mais uniforme possível, com espaço de sinalização tátil para pessoas com deficiência visual. Isso faz parte de como a cidade é pensada para o cidadão”, opina a urbanista.

Para Paula Rocha, tantos obstáculos como estes quanto defeitos como buracos, falta de pavimentação e pedras soltas, por exemplo, são reflexo de uma cultura de falta de priorização do transporte a pé, que precisa ser estimulado. “Apesar de apontado como prioridade entre os modos de transporte pela legislação, o pedestre possui direitos e espaço dedicado infinitamente menores que os veículos motorizados. É preciso haver projetos de infraestrutura e programas de incentivo à caminhada. As calçadas fazem parte da infraestrutura necessária para isto, mas é necessário também prever travessias seguras, um plano de arborização, incentivo às fachadas ativas, iluminação, mobiliário, entre outros elementos”, pondera a especialista.

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