As causas do princípio de incêndio ocorrido no último sábado, em restaurante na Rua Batista de Oliveira, próximo à Rua Fonseca Hermes, no Centro, ainda não foram apuradas pela Companhia de Prevenção e Vistoria do Corpo de Bombeiros e pela perícia da Polícia Civil. No entanto, mais este caso traz à tona a questão da segurança na área comercial central.
O número de alertas e pedidos de vistoria tem aumentado no disque-denúncia 181. Segundo o subcomandante da companhia, subtenente Elcimar Pezarini, as vistorias do "Alerta vermelho" são realizadas seguindo um cronograma e também as denúncias feitas. "As pessoas estão mais ligadas na prevenção, principalmente após pequenos focos em lojas do Centro e também o incêndio na Floriano Peixoto, no final de 2011." Outro fator que chama atenção para a necessidade de prevenção dos focos na região central é a proximidade das edificações. "Quando são antigas, a distância é menor. Tem que haver uma atenção maior, já que a legislação na época permitia."
Prevenção
No caso dos restaurantes, segundo o subtenente, dois fatores são levados em consideração pela vistoria: a presença de extintores e a limpeza de exaustores e chaminés. "Quando há o acúmulo de gordura, chega a um ponto que vira material combustível." Quando notificado, o estabelecimento possui 60 dias para regularização. Após este prazo, é multado se não se adequar. Passado mais 30 dias, recebe outra visita e, em caso de reincidência, é multado novamente. Após as notificações, pode ocorrer até a interdição do local.
