Quase cinco meses após o desastre socioambiental que deixou centenas de famílias fora de casa em Juiz de Fora, cerca de 300 núcleos familiares iniciam uma nova etapa na busca por moradia, ainda sem acesso a uma solução definitiva. A partir desta quarta-feira (15), os desabrigados deixam os hotéis custeados pela Prefeitura de Juiz de Fora e passam a viver em apartamentos alugados com recursos do auxílio-moradia, enquanto aguardam a conclusão do programa Compra Assistida.
A medida representa um avanço em relação à hospedagem temporária, mas permanece como uma solução provisória para quem ainda espera reconstruir a própria vida. Os imóveis serão entregues já equipados com um kit básico de mobiliário e eletrodomésticos e estão localizados em diferentes regiões da cidade.
Compra Assistida
A Compra Assistida, modalidade do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, operacionalizada pela Caixa, permitirá que as famílias afetadas tanto pelas chuvas quanto pelos desdobramentos da instabilidade registrada desde então adquiram, com recursos públicos, um imóvel de sua escolha, no valor de até R$ 200 mil. Até que essa solução definitiva seja implementada, o acesso ao programa vem sendo precedido por outras políticas assistenciais.
Até o momento, segundo o Portal de Dados do Enfrentamento à Calamidade, a Defesa Civil Municipal encaminhou à Defesa Civil Nacional pedidos para 3.027 unidades habitacionais — uma a mais do que o número divulgado quando o painel de dados da Prefeitura foi lançado, em 2 de julho. Desse total, 1.565 já foram aprovadas pelo órgão federal, enquanto outras 1.461 permanecem em análise.
Os dados que mudaram nas últimas duas semanas dizem respeito ao cadastramento das famílias na Dataprev. De acordo com a atualização mais recente, publicada no dia 10, o número de famílias cadastradas passou de 406 para 537. Com isso, o total de famílias habilitadas para o programa subiu de 353 para 461, enquanto o número de pendências passou de 53 para 76.

