No mesmo dia em que a direção do Hospital de Pronto Socorro (HPS) alertou sobre três famílias de pacientes receberem ligações solicitando depósito bancários para tratamento de pacientes, a família de um homem internado na Santa Casa de Misericórdia registrou um boletim de ocorrência depois de cair no golpe. O prejuízo foi de R$ 1.500. Conforme a vítima, filha do hospitalizado, na tarde da última terça-feira, a irmã dela recebeu a ligação de um homem que se identificou como doutor Marcelo e que estaria à frente do tratamento do pai de ambas. O tal médico alegou que seria necessário a família depositar R$ 1.500, para a realização de um procedimento de urgência não realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Preocupadas, as duas irmãs fizeram o depósito na conta informada pelo suposto doutor. Em seguida, elas compareceram ao hospital, onde foram informadas que o episódio relatado pelo falso médico era um golpe.
Em nota publicada no próprio site e no seu Facebook, a Santa Casa informa que, “devido à tentativa de pessoas mal intencionadas em solicitar depósitos indevidos, via telefone, em nome da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, o hospital comunica que nunca é feito nenhum tipo de cobrança via telefone ou qualquer outro canal de comunicação. E que também não autoriza nenhuma pessoa ou empresa a fazer isso em nome da instituição. As denúncias podem ser feitas diretamente na Ouvidoria do Hospital, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h”. A assessoria do hospital informa que a ouvidora está fazendo corpo a corpo com familiares de pacientes para alertá-los e confecciona um panfleto informativo para ser distribuído aos visitantes. Além disso, a instituição está tomando providências a fim de que novos casos não aconteçam.
Este tipo de estelionato tem se tornado frequente nas unidades hospitalares de Juiz de Fora. A diretora geral do HPS, Simone Mathiase, em entrevista à Tribuna, informou que, apesar das famílias de pacientes terem recebido as ligações, nenhum depósito chegou a ser feito. Ela ressaltou que as abordagens estão sendo feitas com pacientes em estado grave, internados no CTI ou na sala de emergência, solicitando o valor de R$ 1.500. A orientação, conforme Simone, após a investida do estelionatário, é registrar boletim de ocorrência e formalizar denúncia no Ministério Público. A diretora ainda ressalta que, no caso de um hospital público, nenhum procedimento pode ser cobrado. A Secretaria de Saúde lamentou o ocorrido e reforçou que os procedimentos executados no HPS são custeados pelo Poder Público, sem cobranças.
Em maio, a Tribuna mostrou que o mesmo tipo de golpe foi aplicado na Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), Hospital Doutor João Felício e na própria Santa Casa. A Polícia Civil investiga os casos e alerta as pessoas a não acreditarem nestes telefonemas. No caso de alguém recebê-lo, deve-se procurar o hospital antes de fazer qualquer depósito.
