
Julgamento começou por volta das 13h30
Depois de mais de oito horas de julgamento, os réus Antônio Carlos Gonçalves Mendes, 44 anos, e Antônio Tadeu Teodoro, 48, foram absolvidos nesta quarta-feira (13), em júri popular, da denúncia de homicídio qualificado, estupro e corrupção de menores. Eles eram acusados no caso do garoto de 9 anos que foi morto após ser degolado, torturado e violentado sexualmente, em abril de 2009, no Bairro Alto São Geraldo, Zona Sul. O corpo de Marco Antônio Rangel Mendes foi encontrado em meio a um matagal, depois de estar desaparecido há dois dias.
Um ano de prisão
Os réus estavam encarcerados há cerca de um ano no Ceresp. Ontem, a defesa deles sustentou a negativa de autoria. Segundo o advogado Ramsés Cabral, que defendeu Antônio Tadeu, a alegação de inocência foi baseada no exame de DNA realizado com restos materiais do corpo da criança que foi negativo para ambos os réus. Além disso, o advogado afirmou que os dois denunciados não se conheciam à época do crime.
As investigações da Polícia Civil apontaram que o menino havia permanecido em um cativeiro e depois arrastado até o matagal, onde teria sido assassinado com um corte no pescoço. Ainda segundo o inquérito, o garoto teria sido morto por vingança, uma vez que o irmão dele teria uma dívida de drogas.
"Este processo refere-se a dois homens que foram presos preventivamente há um ano e que precisam ser julgados. Uma prisão preventiva demorada é uma violência, e eles foram mantidos presos devido à repercussão social da acusação. Hoje (ontem), com certeza, ainda que no mais tardar noite, vamos cumprir nosso dever e justiçar os cidadãos com a condenação ou absolvição", afirmou o presidente do Tribunal do Júri, juiz José Armando Pinheiro da Silveira.

